Flávio Aguiar: o governo Bolsonaro não é ponto fora da curva

Em análise publicada na Carta Maior, o jornalista Flávio Aguiar afirma que o governo Jair Bolsonaro "tornou-se um ponto extremado de uma curvatura mundial, mas não um ponto fora desta curva"; "Em Israel, uma parcela ponderável do eleitorado optou descaradamente pela repressão total aos palestinos e uma parte também ponderável desta parcela simplesmente desprezou as acusações de fraude e corrupção que pesam sobre Benyamin Netanyahu", compara

Flávio Aguiar: o governo Bolsonaro não é ponto fora da curva
Flávio Aguiar: o governo Bolsonaro não é ponto fora da curva (Foto: Adriano Machado - Reuters)

247 - O jornalista Flávio Aguiar afirma que o governo Jair Bolsonaro "tornou-se um ponto extremado de uma curvatura mundial, mas não um ponto fora desta curva". A análise foi publicada na Carta Maior.

"Em Israel, uma parcela ponderável do eleitorado optou descaradamente pela repressão total aos palestinos e uma parte também ponderável desta parcela simplesmente desprezou as acusações de fraude e corrupção que pesam sobre Benyamin Netanyahu", compara.

"Nos Estados Unidos, alguns analistas já anunciam que provavelmente Trump assegurou sua reeleição em 2020, ou pelo menos abriu caminho para ela, com o anúncio do apoio à anexação de Golan por Israel, lembrando que este anúncio corteja tanto o lobby mais reacionário de Israel quanto o eleitorado pentecostal que vê, neste país e em Jerusalém, o ponto nodal da recuperação do Paraíso Perdido quando este nosso mundo encontrar seu Waterloo cósmico", continua.

Segundo o jornalista, "na Europa, o decoro seguido é mais sóbrio. Mas o arreganho dos dentes pelas direitas e extremas-direitas não fica muito atrás". "No começo desta semana Matteo Salvini, o homem forte no governo italiano, representando a Lega, ex-Lega Nord separatista, mas igualmente xenófoba e reacionária, fechou um acordo com outros partidos de extrema-direita, entre eles o AfD alemão para a construção de uma atuação e uma plataforma comum tendo em vista as eleições de maio para o Parlamento Europeu, seguindo abertamente ou não, implícita ou explicitamente a senda sugerida pelo estrategista do Brexit, de Trump e de Bolsonaro, Steve Bannon".

"Pontos fora da curva são o México e a Nova Zelândia. Além do Papa no Vaticano, é claro".

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