'Fui ameaçado para fazer delação', diz dono do 'posto da Lava Jato'

O doleiro Carlos Habib Chater, primeiro preso da Operação Lava Jato, afirma ter sido "ameaçado" pelo ex-chefe da Polícia Federal, Márcio Anselmo, para delatar. "Ele disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia e que me livraria [da prisão] em uma semana caso eu dissesse quem eram os agentes públicos ou os políticos que recebiam [propina] aqui [no Posto da Torre]”, relatou Chater

Primeiro preso da operação Lava Jato, o doleiro Carlos Habib Chater diz ter sido "ameaçado" pelo ex-chefe da Polícia Federal, Márcio Anselmo, para delatar; o dono do Posto da Torre, localizado em Brasília, cumpriu um ano e sete meses de prisão em regime fechado e ficou um ano no semiaberto; "Ele disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia, que me livraria [da prisão] em uma semana caso eu dissesse quem eram os agentes público ou os políticos que recebiam [propina] aqui [no Posto da Torre]", conta
Primeiro preso da operação Lava Jato, o doleiro Carlos Habib Chater diz ter sido "ameaçado" pelo ex-chefe da Polícia Federal, Márcio Anselmo, para delatar; o dono do Posto da Torre, localizado em Brasília, cumpriu um ano e sete meses de prisão em regime fechado e ficou um ano no semiaberto; "Ele disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia, que me livraria [da prisão] em uma semana caso eu dissesse quem eram os agentes público ou os políticos que recebiam [propina] aqui [no Posto da Torre]", conta (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O doleiro Carlos Habib Chater, primeiro preso da Operação Lava Jato, afirma ter sido "ameaçado" pelo ex-chefe da Polícia Federal, Márcio Anselmo, para delatar. "Ele disse que me envolveria com o narcotráfico, que eu ficaria mais de 20 anos na cadeia e que me livraria [da prisão] em uma semana caso eu dissesse quem eram os agentes públicos ou os políticos que recebiam [propina] aqui [no Posto da Torre]”, relatou Chater

A reportagem do portal Uol informa que "a PF apontou o Posto da Torre como o 'caixa eletrônico da propina'. O estabelecimento começou a ser investigado em 2008, após suspeita de lavagem de dinheiro do ex-deputado José Janene (morto em 2010). Chater nega ilícitos."

Segundo a matéra, "ele cumpre pena em liberdade desde outubro, quando voltou a administrar o ‘Posto da Lava Jato’, como ficou conhecido. O empresário recusa a alcunha de doleiro, mas reconhece ter operado ilegalmente na conversão de moedas na década de 1980.

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