Funaro diz que Temer sabia de tudo, mas critica tempo de prisão pedido pelo MP

Após audiência em Brasília, operador relatou que há um impasse com o Ministério Público Federal sobre benefícios e tempo de prisão para firmar o acordo de delação premiada; notícia divulgada na imprensa nesta quarta dava conta de que o acordo sairia até sexta-feira, mas Funaro disse que não há previsão, por não ter concordado com a proposta do MPF; na delação, ele delata Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos

Após audiência em Brasília, operador relatou que há um impasse com o Ministério Público Federal sobre benefícios e tempo de prisão para firmar o acordo de delação premiada; notícia divulgada na imprensa nesta quarta dava conta de que o acordo sairia até sexta-feira, mas Funaro disse que não há previsão, por não ter concordado com a proposta do MPF; na delação, ele delata Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos
Após audiência em Brasília, operador relatou que há um impasse com o Ministério Público Federal sobre benefícios e tempo de prisão para firmar o acordo de delação premiada; notícia divulgada na imprensa nesta quarta dava conta de que o acordo sairia até sexta-feira, mas Funaro disse que não há previsão, por não ter concordado com a proposta do MPF; na delação, ele delata Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos (Foto: Gisele Federicce)

247 – Após acompanhar uma audiência em Brasília nesta quarta-feira 16, o operador Lúcio Funaro, réu na Lava Jato, relatou que há um impasse com o Ministério Público Federal para firmar seu acordo de delação premiada.

Segundo ele, o desentendimento é sobre benefícios e tempo de prisão. Funaro diz não concordar com a proposta do MPF, que apresentou um tempo "bem diferente, muito distante do que eu queria" para sua permanência em regime fechado.

Por isso, o operador, que está preso, disse que não há previsão para a assinatura do acordo. Em sua delação premiada, Funaro delata Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos. Segundo ele, "ainda há" o que entregar sobre Temer.

Em depoimento à PF, ele já declarou que o peemedebista sabia do pagamento de propinas na Petrobras. Ele também revelou que Temer orientou a distribuição de dinheiro desviado da Caixa Econômica Federal.

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