Fundamentalismo, autoritarismo e neoliberalismo ainda mantêm Bolsonaro com 30%, diz Haddad

O ex-prefeito Fernando Haddad compara o governo Bolsonaro a uma geringonça em que esses três pilares, comandados por Damares Alves, Sergio Moro e Paulo Guedes, conferem certa estabilidade ao presidente – que é menos aprovado do que seus ministros

Fernando Haddad
Fernando Haddad (Foto: Ricardo Stuckert)

247 – "É fato extremamente raro que ministros de Estado gozem de avaliação mais favorável do que o chefe do Executivo", escreve Fernando Haddad em sua coluna deste sábado, ao lembrar que no governo há três ministros – Sergio Moro, Damares Alves e Paulo Guedes – mais aprovados do que Jair Bolsonaro.

Segundo Haddad, o governo Bolsonaro mais parece uma geringonça composta por três núcleos: autoritarismo, fundamentalismo e neoliberalismo. "A aprovação ao governo é menor do que a de cada núcleo isolado justamente pelo fato de que a soma dos três forma um todo desengonçado, mas, por mais paradoxal que pareça, é isso que garante a estabilidade da aprovação de Bolsonaro na casa dos 30%. Há neoliberais que desaprovam a ameaça de um novo AI-5; há neopentecostais que são contra tributar o seguro-desemprego; há autoritários que são contra a subserviência aos EUA. Assim, o todo pode ser menor que a soma das partes, mas é duvidoso que ele seria maior sem uma delas", diz o ex-prefeito.

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