Futuro chanceler diz que, com Bolsonaro e Olavo, Deus voltou ao Brasil

Em artigo raso e grotesco, o futuro chanceler Ernesto Araújo, que envergonha a diplomacia brasileira e já motivou um manifesto de diplomatas, diz que Deus uniu Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho pata por fim ao regime "corrupto e ateu" que vige no Brasil; "Meus detratores me chamaram de louco por acreditar em Deus e nos atos de Deus na História — mas eu não ligo", escreve Araújo; sobre a política externa, o futuro chanceler brasileiro afirma que "o sistema tocou a melodia globalista sem uma falha"

Futuro chanceler diz que, com Bolsonaro e Olavo, Deus voltou ao Brasil
Futuro chanceler diz que, com Bolsonaro e Olavo, Deus voltou ao Brasil (Foto: Fotos: ABr)

247 - O futuro chanceler Ernesto Araújo afirmou em artigo para a revista americana The New Criterion que acredita que a divina providência "uniu as ideias de Olavo de Carvalho à determinação e ao patriotismo de Jair Bolsonaro" para pôr fim ao regime "corrupto e ateu" que, segundo ele, emergiu no Brasil com a Nova República e teve seu auge nos governos do PT.

Como mostra reportagem do jornal O Globo, o indicado de Olavo de Carvalho para comanda a política externa brasileira disse cita Deus 12 vezes e afirma que, com o governo que toma posse em 1º de janeiro no Brasil, "Deus está de volta, e a nação está de volta: uma nação com Deus".

"Meus detratores me chamaram de louco por acreditar em Deus e nos atos de Deus na História — mas eu não ligo", escreve Araújo, que tem sido criticado dentro e fora do Itamaraty por defender ideias que vão contra as tradições diplomáticas brasileiras, como o abandono de acordos internacionais e a adoção de políticas contra a China, maior parceiro comercial do Brasil.

Araújo chama Fernando Haddad de "candidato marxista" e critica de Luiz Inácio Lula da Silva a Barack Obama. Segundo Araújo, o Brasil "está passando por um renascimento político e espiritual", sendo o "aspecto espiritual o fator determinante" — e o político, "apenas uma consequência".

"Por 30 anos, o Brasil ficou submetido a um sistema político composto por três partidos", que teriam atuado de forma orquestrada, escreve o futuro chanceler, referindo-se a PMDB ("Uma frente ampla para a velha oligarquia"), PSDB ("Um desdobramento do PMDB com raízes à esquerda, mas mais bem preparado") e PT ("Um partido governado por intelectuais marxistas, ex-guerrilheiros de esquerda e membros da burocracia sindical").

Quanto à política externa, o futuro chanceler brasileiro afirma que "o sistema tocou a melodia globalista sem uma falha". Ele então detalha sua tese: "(O sistema brasileiro) auxiliou na transferência de poder dos Estados Unidos para a China; favoreceu o Irã; trabalhou incansavelmente para criar uma nova cortina de ferro socialista sobre a América Latina".

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