Generais de Bolsonaro não são os mesmo da ditadura, diz Gaspari

O jornalista Elio Gaspari diz que o generalato de Bolsonaro é diferente daquele que caracterizou a ditadura militar. Gaspari diz: "Bolsonaro e seus generais vieram de outra cepa, num período de profissionalismo e pacificação política dos quartéis". Ele lembra o 'sabão' que Mourão tomou e a 'nova psicologia' das forças: "há três anos, depois de um pronunciamento político, o general Hamilton Mourão perdeu a prestigiosa chefia da tropa do Sul. Ele mesmo reconheceu, citando o ex-comandante Enzo Peri, que 'cada um tem que saber o tamanho de sua cadeira', e extrapolara o tamanho da sua"

Generais de Bolsonaro não são os mesmo da ditadura, diz Gaspari
Generais de Bolsonaro não são os mesmo da ditadura, diz Gaspari

247 - O jornalista Elio Gaspari diz que o generalato de Bolsonaro é diferente daquele que caracterizou a ditadura militar. Gaspari diz: "Bolsonaro e seus generais vieram de outra cepa, num período de profissionalismo e pacificação política dos quartéis". Ele lembra o 'sabão' que Mourão tomou e a 'nova psicologia' das forças: "há três anos, depois de um pronunciamento político, o general Hamilton Mourão perdeu a prestigiosa chefia da tropa do Sul. Ele mesmo reconheceu, citando o ex-comandante Enzo Peri, que 'cada um tem que saber o tamanho de sua cadeira', e extrapolara o tamanho da sua."

Gaspari lembra, também - em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo -, o que levou Bolsonaro a ser expulso da tropa: "já o capitão Bolsonaro tomou uma cadeia por ter escrito um artigo defendendo o aumento do soldo dos militares e foi excluído do quadro da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais em 1987, por ter desenhado num croqui o que poderia ser a colocação de uma bomba na adutora do Guandu."

E faz um preâmbulo da atual profusão de generais em um governo supostamente civil: "considerando-se que um de seus antecessores foi o deputado Geddel Vieira Lima, hoje encarcerado, a melhoria de padrão será indiscutível. Santos Cruz junta-se aos generais da reserva Hamilton Mourão (vice-presidente) e Augusto Heleno (Segurança Institucional) na equipe que trabalhará no Planalto. Bolsonaro, o chefe de todos eles, é um capitão reformado que chegou à Presidência pelo voto."

 

 

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