Gilberto teme condenação de Lula e diz que PT deve abrir a cabeça para Ciro

Para o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo próximo de Lula e seu chefe de gabinete nos dois mandatos, diante do sucesso do ex-presidente nas pesquisas eleitorais, a equipe da operação Lava Jato tentará condená-lo como forma de impedir sua candidatura; ele afirma que o PT deve considerar o apoio a Ciro Gomes, do PDT, como um plano B

Para o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo próximo de Lula e seu chefe de gabinete nos dois mandatos, diante do sucesso do ex-presidente nas pesquisas eleitorais, a equipe da operação Lava Jato tentará condená-lo como forma de impedir sua candidatura; ele afirma que o PT deve considerar o apoio a Ciro Gomes, do PDT, como um plano B
Para o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo próximo de Lula e seu chefe de gabinete nos dois mandatos, diante do sucesso do ex-presidente nas pesquisas eleitorais, a equipe da operação Lava Jato tentará condená-lo como forma de impedir sua candidatura; ele afirma que o PT deve considerar o apoio a Ciro Gomes, do PDT, como um plano B (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Para o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo próximo de Lula e seu chefe de gabinete nos dois mandatos, diante do sucesso do ex-presidente nas pesquisas eleitorais, a equipe da operação Lava Jato tentará condená-lo como forma de impedir sua candidatura. Carvalho afirma que a expectativa do petista e de seus aliados é que Lula seja condenado nos processos a que responde na Lava-Jato na primeira instância. O ex-ministro, no entanto, avalia que a popularidade do ex-presidente pode contribuir para reverter essa tendência no segundo grau. O ex-ministro diz que não há plano B, mas reconhece que, caso a candidatura de Lula seja inviabilizada,  é preciso trabalhar com alternativas. "Sou simpático a uma alternativa Ciro Gomes", disse.

As informações são de reportagem do Valor. 

"Para preservar esse potencial de votos e alta popularidade, Carvalho explica que Lula está disposto a percorrer o país, a fim de reforçar os laços com a militância de base e a população mais pobre. Em outra frente, o ex-presidente articula um programa econômico, com a ressalva de que não poderá ser o mesmo de 2003. O ex-ministro admite que um ajuste fiscal seria necessário, mas observa que a ex-presidente Dilma Rousseff poderia ter feito de forma mais suave, se tivesse o Congresso ao seu lado.

O primeiro passo para viabilizar essa estratégia, na visão de Carvalho, seria Lula concordar em assumir a presidência do PT, ponderando que será muito difícil a reconstrução do partido. Defende que Lula assuma as rédeas do PT, em primeiro lugar, porque precisa de uma sigla forte para se candidatar. Um nome da esquerda petista - o mais cotado, atualmente, é o senador Lindbergh Farias (RJ), - não teria a força suficiente para resgatar a história do partido. O amigo do ex-presidente revela que essa era a avaliação de esposa de Lula, Marisa Letícia, morta no início deste mês, que estimulava que o ex-presidente aceitasse a missão. Carvalho enfatiza ainda que o ex-presidente é o único nome atualmente capaz de unificar o PT e de devolver a 'mística' e o 'entusiasmo, de reacender a militância."

Sobre um eventual apoio a Ciro Gomes:

"O Ciro é um cara que ao longo desses anos teve os seus problemas, o seu jeito às vezes um pouco excessivo de expressão, mas tem uma coisa fundamental: ele foi fiel ao nosso projeto o tempo todo. Nos tempos das duras provações foi um dos caras mais corajosos. Isso valeu no tempo do mensalão, do impeachment. Um outro nome que tem a minha admiração é o [Roberto] Requião. Ele tem suas idiossincrasias, mas é corajoso, merece muito nossa consideração."

 

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