Gilmar Mauro: “Mandado de prisão foi pretexto para invadir escola do MST”

Coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro estava na Escola Nacional Florestan Fernandes no momento da operação da Polícia Civil e contou que dez viaturas foram à escola à procura de uma única mulher, que não estava no local; "O que ocorreu hoje aqui está ocorrendo no Brasil inteiro. É a implantação de um Estado de exceção, que busca criminalizar os movimentos sociais. Esse é o clima que a sociedade está vivendo e precisamos enfrentar", criticou; operação contra o MST, que ocorreu também no Paraná e Mato Grosso do Sul, foi repudiada por parlamentares, líderes sindicais e movimentos sociais

Coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro estava na Escola Nacional Florestan Fernandes no momento da operação da Polícia Civil e contou que dez viaturas foram à escola à procura de uma única mulher, que não estava no local; "O que ocorreu hoje aqui está ocorrendo no Brasil inteiro. É a implantação de um Estado de exceção, que busca criminalizar os movimentos sociais. Esse é o clima que a sociedade está vivendo e precisamos enfrentar", criticou; operação contra o MST, que ocorreu também no Paraná e Mato Grosso do Sul, foi repudiada por parlamentares, líderes sindicais e movimentos sociais
Coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro estava na Escola Nacional Florestan Fernandes no momento da operação da Polícia Civil e contou que dez viaturas foram à escola à procura de uma única mulher, que não estava no local; "O que ocorreu hoje aqui está ocorrendo no Brasil inteiro. É a implantação de um Estado de exceção, que busca criminalizar os movimentos sociais. Esse é o clima que a sociedade está vivendo e precisamos enfrentar", criticou; operação contra o MST, que ocorreu também no Paraná e Mato Grosso do Sul, foi repudiada por parlamentares, líderes sindicais e movimentos sociais (Foto: Aquiles Lins)

247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro falou sobre a operação Castra, realizada pela Polícia Civil de São Paulo, na Escola Nacional Florestan Fernandes (leia mais). 

Segundo Mauro, dez viaturas da Polícia Civil se deslocaram para a instituição, à procura de uma única mulher, que não estava no local. "Eles chegaram com um mandado de prisão, assinado por um juiz, contra uma mulher do Paraná. Mostraram o documento no celular. Pedimos ao menos uma cópia em papel, e eles entregaram. Mais não havia informação alguma. Era só o pedido de prisão dessa pessoa, do Paraná. Dissemos que ela não se encontrava no local, que aqui funciona uma escola. Eles decidiram entrar à força", afirmou Mauro à Carta Capital.

"O que ocorreu hoje aqui está ocorrendo no Brasil inteiro. É a implantação de um Estado de exceção, que busca criminalizar os movimentos sociais. Esse é o clima que a sociedade está vivendo e precisamos enfrentar. Apesar de tudo, fiquei sensibilizado com o grande número de mensagens de apoio de artistas e de personalidades públicas contra essa arbitrariedade", complementou.

Mauro explicou que duas pessoas foram detidas na operação da Polícia Civil. "Um deles é um senhor que trabalha aqui como voluntário, inclusive ele tem problemas de saúde, e acabou com uma costela fraturada. Está no pronto-socorro nesse momento. A outra pessoa foi tentar argumentar com os policiais, dizer que ele é uma pessoa doente, sofre de mal de Parkinson, a acabou sendo detida também. Foram detidos por desacato, esse foi o argumento deles", afirmou. 

Leia na íntegra a entrevista de Gilmar Mauro à Carta Capital.

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