Gilmar suspende audiências em caso de corrupção envolvendo Richa

O ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu as audiências da Operação Rádio Patrulha, atendendo a pedido da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). São apurados pagamentos de propina no programa “Patrulha do Campo”, responsável por obras em estradas rurais. O tucano é investigado pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (2) as audiências da Operação Rádio Patrulha, atendendo a pedido da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), alvo da investigação. São apurados pagamentos de propina no programa “Patrulha do Campo”, responsável por obras em estradas rurais do estado. O tucano é investigado pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018.

O ex-governador havia sido preso em 11 de setembro de 2018, junto com a esposa dele, Fernanda, e o irmão, José Richa Filho, além de vários empresários.

Três dias depois, Gilmar Mendes suspendeu as prisões, concedendo habeas corpus a Richa, extensivo a todos os outros acusados.

Richa voltou a ser preso em março deste ano por supostos desvios de dinheiro na construção de diversas escolas estaduais, alvo da Operação Quadro Negro. De acordo com as investigações, a Construtora Valor recebeu cerca de R$ 20 milhões pelos contratos firmados com o poder público, mas não entregou as obras.






Em janeiro, o juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, decretou nova prisão de Beto Richa a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em um desdobramento da Operação Integração – que foi uma fase da Lava Jato, que investigou a concessão de rodovias no Paraná.

Porém, seis dias depois, Richa conseguiu, mais uma vez, a liberdade. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, concedeu habeas corpus solicitado pela defesa do tucano.

No despacho, o ministro justificou a concessão do habeas corpus por não enxergar necessidade da prisão preventiva, já que Richa, à época dos desdobramentos da investigação, deixou o governo, disputou eleição e ainda foi derrotado. Para Noronha, a “situação fática mudou completamente”.

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