Gleisi defende delação de Palocci

Favorita a assumir a direção do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) defendeu que a Procuradoria Geral da República (PGR) aceite as delações premiadas do ex-ministro Antonio Palocci (PT) e do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB); "Palocci falou coisas de impacto, foi contundente", disse a senadora , em referência ao interrogatório do ex-ministro pelo juiz Sergio Moro, no âmbito das investigações da Lava-Jato, na última quinta-feira

Gleisi Hoffmann e Antonio Palocci
Gleisi Hoffmann e Antonio Palocci (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A senadora Gleisi Hoffmann (PR), favorita a assumir a presidência do PT, defendeu que a Procuradoria Geral da República (PGR) aceite as delações premiadas do ex-ministro Antonio Palocci (PT) e do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).

"Palocci falou coisas de impacto, foi contundente", disse a senadora.

As informações são de reportagem do Valor.

"'Gostaria de saber se vão aceitar a colaboração dele, as informações que pode trazer sobre setores. Pode até ser que tenha coisas em relação ao PT, mas vai ser muito ruim se não o ouvirem, assim como acho ruim não ouvirem o [ex-]governador do Rio de Janeiro'. Palocci e Cabral tentam fechar acordos de delação premiada, em que trocariam informações por redução de pena.

Gleisi acusou 'parcialidade' nas investigações da força-tarefa. 'Se alguém fala algo que esteja de acordo com a Procuradoria, leva-se a delação como prova. Se contradiz, é um complô. O fato de alguém falar não é prova', afirmou a senadora.

Há pelo menos dez dias, Palocci autorizou seu advogado a procurar criminalistas especializados em delação. No depoimento que prestou ao juiz federal Sérgio Moro, na semana passada, Palocci disse que poderia revelar 'nomes e operações que certamente seriam de interesse da Lava-Jato' e que poderiam garantir à força-tarefa mais um ano de investigação.

A mensagem foi vista como um pedido de ajuda a Moro para que o acordo de delação com a força-tarefa avance. No Ministério Público, entretanto, a tese de que Moro poderia interceder foi vista como pouco provável.

Carlos Zarattini (SP), líder do PT na Câmara, acredita que a oferta de informações de Palocci está voltada a empresários e não contra o próprio partido. 'Palocci tem muita informação. Foi ministro da Fazenda, tratou com grandes grupos de Comunicação e financeiros. Tem muitas informações, muitas relações', afirmou. Questionado se os dados não estariam relacionados também ao PT, Zarattini ponderou que o ex-ministro está, nos últimos anos, afastado da vida partidária."

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