Governador do RN embolsava R$ 100 mil por mês, diz delatora

Em depoimento de delação premiada ao Ministério Público Federal, a ex-procuradora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Rita das Mercês, revelou que o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), recebia R$ 100 mil por mês até o ano de 2010, do suposto esquema de indicação de funcionários fantasmas na Assembleia; delação da servidora embasou a Operação Anteros, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira, 15

Bras�lia - O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, durante audi�ncia da Comiss�o de Servi�os de Infraestrutura (CI) sobre o andamento das obras de interliga��o das �guas do Rio S�o Francisco. (Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, durante audi�ncia da Comiss�o de Servi�os de Infraestrutura (CI) sobre o andamento das obras de interliga��o das �guas do Rio S�o Francisco. (Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)
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247 - Em depoimento de delação premiada ao Ministério Público Federal, a ex-procuradora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Rita das Mercês, revelou que o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), recebia R$ 100 mil por mês até o ano de 2010, do suposto esquema de indicação de funcionários fantasmas na Assembleia. 

A delação da servidora embasou a Operação Anteros, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira, 15, por decisão do ministro Raul Araujo, da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a ex-procuradora, 'Robinson Faria contava com a sua colaboração e com o auxílio do então secretário administrativo da Casa Rodrigo Marinho'. Rita das Mercês citou, ainda, outros supostos 'colaboradores' do esquema do governador – a então assessora da Presidência da Assembleia, Magaly Cristina da Silva, da servidora da folha de pagamento Marlucia Maciel Wilson Chacon, Ubaldo Gesteira, Débora Katia e Francisco Edson Carvalho.

Rita foi presa na Operação Dama de Espadas, apontada como organizadora dos esquemas de desvios na Casa. Ela ficou presa por alguns dias e acabou solta por força de habeas corpus. Rita procurou o Ministério Público Federal para delatar os envolvidos.

 

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