Governo Bolsonaro condecora advogado de suspeitos de matar músico no Rio

O advogado que defende os militares do Exército suspeitos de matar com 80 tiros o músico Evaldo Rosa, no Rio de Janeiro, será condecorado pelo Ministério da Defesa; o nome dele consta da lista publicada no DOU (Diário Oficial da União) na terça-feira (16); Paulo Henrique Pinto de Mello, que defende o grupo, vai receber a Medalha da Vitória, em alusão ao papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial e em missões de paz

Governo Bolsonaro condecora advogado de suspeitos de matar músico no Rio
Governo Bolsonaro condecora advogado de suspeitos de matar músico no Rio (Foto: Reuters | Reprodução)

247 - O advogado que defende os militares do Exército suspeitos de matar com 80 tiros o músico Evaldo Rosa, no Rio de Janeiro, será condecorado pelo Ministério da Defesa. O nome dele consta da lista publicada no DOU (Diário Oficial da União) na terça-feira (16). A informação é do Portal UOL.

Paulo Henrique Pinto de Mello, que defende o grupo, vai receber a Medalha da Vitória, em alusão ao papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial e em missões de paz. Segundo o Ministério da Defesa, a condecoração ao advogado havia sido definida antes de ele assumir o caso dos militares que mataram o músico no Rio.

Paulo Henrique é uma das 300 pessoas que deverão receber a honraria, normalmente concedida a ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial ou de missões de paz, além de civis que tenham prestado serviços relevantes na avaliação do Ministério da Defesa. Cabe ao Ministro da Defesa validar a lista de condecorados.

A portaria com os nomes dos condecorados foi assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, no dia 12 de abril. Dois dias antes, diante de deputados federais na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o ministro classificou a morte de Evaldo como um "lamentável incidente" e disse que o Exército iria "apurar e cortar na própria carne".

Além de advogado, Paulo Henrique é militar da reserva. Ele atua em áreas como direito eleitoral e na Justiça Militar.

Há pouco mais de uma semana, ele vem atuando na defesa de um grupo de nove militares que confessaram ter matado Evaldo Rosa a tiros na Estrada do Camboatá, em Guadalupe, na zona norte do Rio. A morte aconteceu na tarde do dia 7 de abril.

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