Governo Bolsonaro consultou embaixadas sobre cláusulas 'leoninas' da Pfizer e da Janssen apenas em fevereiro

Quando o contato foi feito, a Pfizer já havia enviado ao governo seis ofertas de vacinas. A gestão Bolsonaro consultou as embaixadas para saber como outros países reagiram às exigências feitas pelas farmacêuticas

Palácio do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira
Palácio do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira (Foto: Divulgação)
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247 - Documentos enviados à CPI da Covid pelo Ministério das Relações Exteriores e obtidos pela TV Globo mostram que o governo Jair Bolsonaro consultou as embaixadas brasileiras sobre as exigências da Pfizer e da Janssen para a venda de vacinas somente em 24 de fevereiro. 

À esta altura, a farmacêutica norte-americana já tinha feito seis ofertas de imunizantes ao Brasil: três em agosto, duas em novembro e uma em 15 de fevereiro. O contrato entre o governo brasileiro e a Pfizer só foi firmado em 19 de março.

A consulta feita pelo governo às embaixadas se tratava das cláusulas dos contratos consideradas por Bolsonaro como "leoninas". O Estado queria saber como foi a receptividade dos outros países em relação aos contratos apresentados. A maioria das embaixadas comunicou que os países aceitaram as exigências.

O Itamaraty consultou as embaixadas brasileiras nos seguintes locais: Berlim (Alemanha), Berna (Suíça), Camberra (Austrália), Jacarta, Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), México, Ottawa (Canadá), Paris (França), Pretória (África do Sul), Riade (Arábia Saudita), Santiago (Chile), São José (Costa Rica), Seul (Coreia do Sul), Singapura, Tel Aviv (Israel), Tóquio (Japão) e Washington (EUA).

No pedido, a pasta informou que o Ministério da Saúde estava com dificuldades nas tratativas com a Janssen e a Pfizer por causa de "obstáculos, decorrentes de algumas cláusulas contratuais".

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