Governo Bolsonaro quer apoio da Itália em ação contra bispos

Após confirmar que o chamado "clero progressista" da Igreja Católica vem sendo monitorado, o governo Jair Bolsonaro prepara uma ofensiva diplomática junto ao governo italiano para tentar barrar ataques diretos contra as políticas sociais e ambientais do governo durante a realização do Sínodo sobre a Amazônia, organizado pelo papa Francisco e que será realizado em Roma, no mês de outubro; governo Bolsonaro também deverá realizar um simpósio próprio, em setembro, também em Roma, para mostrar a "preocupação e o cuidado do Brasil com a Amazônia"

Governo Bolsonaro quer apoio da Itália em ação contra bispos
Governo Bolsonaro quer apoio da Itália em ação contra bispos

247 - Após confirmar que o chamado "clero progressista" da Igreja Católica vem sendo monitorado, o governo Jair Bolsonaro prepara uma ofensiva diplomática junto ao governo italiano para que este interceda junto à Santa Sé para tentar barrar ataques diretos contra as políticas sociais e ambientais do governo durante a realização do Sínodo sobre a Amazônia, organizado pelo papa Francisco e que será realizado em Roma, no mês de outubro.

Neste domingo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou nota onde confirma a existência de uma "preocupação funcional com alguns pontos da pauta" do Sínodo que tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional" (Leia no Brasil 247). Dentre os assuntos previstos a serem discutidos no evento estão temas sensíveis ao governo Bolsonaro, como o tratamento dado aos povos indígenas e quilombolas e as mudanças climáticas. Os temas são vistos dentro do governo brasileiro como sendo frutos de uma "agenda de esquerda".

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Planalto quer se valer das boas relações com o governo italiano, que estão em alta desde a extradição do italiano Cesare Battisti, para buscar apoio junto aos embaixadores da Itália e do Vaticano no Brasil - Antonio Bernardini e d. Giovanni D'Aniello, respectivamente - para divulgar as ações governamentais nas áreas que serão alvo de debates durante o evento. Os embaixadores também seriam responsáveis por pressionar a cúpula da Igreja Católica a minimizar possíveis danos à imagem do país em função da ampla cobertura internacional prevista para o evento.

Na tentativa de se antecipar ao evento de outubro, o governo Bolsonaro também deverá realizar um simpósio próprio, em setembro, também em Roma, para mostrar ao mundo a "preocupação e o cuidado do Brasil com a Amazônia".

 

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