Governo fracassa na articulação e votação do segundo turno da Previdência fica para o dia 22

A resistência da oposição e a falta de articulação do governo Jair Bolsonaro levou ao fracasso da tentativa de votar ainda esta semana a reforma da Previdência em segundo turno. "A possibilidade real é que fique para o dia 22", admitiu o líder do governo no Senado, Major Olímpio (PSL-SP)

(Foto: Pedro França/Agência Senado)
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247 - O governo Jair Bolsonaro saiu derrotado na tentativa de fechar um acordo sobre as regras de divisão dos recursos do pré-sal e, assim, acelerar a votação da reforma da Previdência. Lideranças do governo e do Senado já jogaram a toalha e não preveem a votação do segundo turno da Previdência antes do dia 22 de outubro. A informações é do jornal O Globo.

O governo queria que a oposição aceitasse a quebra de interstício (prazo de 5 sessões entre a votação em primeiro turno e em segundo) para apreciar a matéria nessa quarta (9), pois há risco de não haver quórum suficiente na próxima semana em razão dos eventos relacionados à canonização de Irmã Dulce, previstos para ocorrer no dia 13 em Roma e dia 20 em Salvador. Sem sucesso.

Além disso, a tentativa de acordo com líderes do Senado e da Câmara para solucionar a divisão entre estados e municípios dos recursos da chamada cessão onerosa (megaleilão do pré-sal) e votar a reforma da Previdência também fracassou. Isso porque governadores do Norte e Nordeste pressionavam pela manutenção dos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Há também a insatisfação de parlamentares com o fato do governo não ter cumprido as promessas feitas aos que votaram a favor da reforma em troca de emendas e cargos.

A esperança é que ainda nesta terça-feira (8) a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) e o relator da reforma, Tasso Jereissati (PSDB-CE) convençam os líderes, mas as chances de entendimento são pequenas, segundo o próprio líder do PSL, senador Major Olímpio (SP).

"A possibilidade real é que fique para o dia 22", admitiu.

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