“Governo Temer desmontou apoios à indústria nacional”, diz analista

O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano Schutte não acredita na retomada do crescimento econômico sem uma discussão ampla de todos os setores da sociedade; "O desmonte que eles estão fazendo, na Petrobras, no BNDES, vem numa velocidade muito rápida", alerta

O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano Schutte não acredita na retomada do crescimento econômico sem uma discussão ampla de todos os setores da sociedade; "O desmonte que eles estão fazendo, na Petrobras, no BNDES, vem numa velocidade muito rápida", alerta
O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano Schutte não acredita na retomada do crescimento econômico sem uma discussão ampla de todos os setores da sociedade; "O desmonte que eles estão fazendo, na Petrobras, no BNDES, vem numa velocidade muito rápida", alerta (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano Schutte não acredita na retomada do crescimento econômico sem uma discussão ampla de todos os setores da sociedade. Segundo ele, é preciso "um projeto industrial e tecnológico. Tem que partir das riquezas que o Brasil tem. A partir das matérias-primas pode se criar as cadeias produtivas próprias. Mas, como eu falei, tem que ser um projeto integrado que exige um controle muito maior da economia. O problema será se o Brasil terá força, tanto nacional quanto internacional pra impor isso". A entrevista foi concedida à Revista Forum.

"Falta também uma discussão na sociedade sobre isso. Tudo bem, a solução na política, mas com muito mais discussão. Hoje, não há mais nenhuma relação, nenhuma comunicação, nenhum diálogo entre esquerda e setor produtivo. Nenhum empresário procura o Lula já faz muito tempo. Ou seja, também não vai criar do nada. O desmonte que eles estão fazendo, na Petrobras, no BNDES, vem numa velocidade muito rápida. É preciso retomar e ir muito além da questão política. É preciso estabelecer pontes com setores que não são de esquerda, mas que querem apostar na indústria. Esses setores existem, mas estão completamente do outro lado pela questão política. A política, neste caso, atrapalhou muito. Deveria ser criado um espaço de discussão, de elaboração, de propostas que não dependem desse acirramento da questão política. É preciso uma discussão de que tipo de caminho o Brasil quer".

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