Guedes é 'injusto' e governo é 'usina de crises', afirma Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu as críticas feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, às modificações na reforma da Previdência e disse que o ministro só reforça "esta usina de crises que se tornou o governo"

247 - O clima de suposta harmonia que o presidente Jair Bolsonaro disse ter com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não existe mais.

O presidente da Câmara rebateu as críticas feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, às modificações na reforma da Previdência, afirmando que o ministro foi injusto.

"As declarações do ministro Paulo Guedes reforçam esta usina de crises que se tornou o governo, mas a Câmara está blindada e vai trabalhar para votar a reforma da Previdência neste semestre. Essa é a nossa responsabilidade", disse Maia em sua página no Twitter.

Guedes disse que o Congresso cedeu ao que chamou de "lobby de servidores" e que as modificações feitas no relatório final podem abortar a nova Previdência.

Maia não poupou críticas. Disse que "pela primeira vez o Parlamento vai ser bombeiro e não incendiário".

"Se fossemos depender da articulação do governo, teríamos 50 votos e não os 350 que esperamos. Vamos aprovar uma reforma na ordem de R$ 900 bilhões e vou continuar trabalhando para incluir prefeitos e governadores", completou.

O presidente da Câmara afirmou ainda que "essa não é a reforma de Bolsonaro, é a reforma do Brasil" e que o projeto será aprovado "apesar das confusões do governo".

  

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