Guedes volta ao Congresso para articular fim da previdência pública

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai nesta quarta-feira (3), à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação do texto, para debater a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19); Guedes não terá vida mansa; os parlamentares querem que o ministro esclareça pontos da reforma previdenciária dos trabalhadores civis, a alteração do regime previdenciário dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas; a oposição está afiada e vai questionar o ministro sobre as maldades contra os trabalhadores contidas na proposta do governo Bolsonaro

Guedes volta ao Congresso para articular fim da previdência pública
Guedes volta ao Congresso para articular fim da previdência pública

247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai nesta quarta-feira (3), à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação do texto, para debater a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19).

Segundo o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), a audiência pública deve ser longa, mas "proveitosa".

"A duração da audiência vai depender do número de inscritos. Já temos quase 50 deputados inscritos. Às 13h30, vamos abrir a ficha de inscrição. Acredito que o Paulo Guedes vai ficar pelo menos até os deputados todos poderem utilizar a palavra", disse o deputado na terça-feira (2), após reunião com líderes da base aliada na residência oficial da Câmara.

Mas Guedes não terá vida mansa. Os parlamentares querem que o ministro esclareça pontos da reforma previdenciária dos trabalhadores civis, a alteração do regime previdenciário dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas. A oposição está afiada e vai questionar o ministro sobre as maldades contra os trabalhadores contidas na proposta do governo Bolsonaro.

A audiência com o ministro estava marcada para 26 de março, mas Guedes cancelou a ida, justamente por temer questionamentos e porque a base de apoio do governo encontrava-se esfacelada.

Ontem, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, após participar de reunião com deputados e o ministro da Economia, afirmou que o governo vai continuar a defender a proposta integral de reforma da Previdência, mas admitiu que o governopode recuar em relação às novas regras de aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), aspectos do projeto que revelam as maiores crueldades contra as pessoas mais carentes.

Com informações da Agência Brasil

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