Guerra interna de comunicação abre tensão entre filhos e Bolsonaro

A chegada à presidência da República ainda não convenceu Jair Bolsonaro a profissionalizar sua estrutura de assessoria de imprensa; mas movimentações nesse sentido têm sido feitas, atendendo a diversas pressões dentro da equipe de transição; a resistência à mudança na comunicação é um dos conflitos mais complexos no grupo de Bolsonaro: os filhos são contra a ideia de nomear uma equipe profissional nos moldes clássicos da assessoria de imprensa institucional

Guerra interna de comunicação abre tensão entre filhos e Bolsonaro
Guerra interna de comunicação abre tensão entre filhos e Bolsonaro
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247 - A chegada à presidência da república ainda não convenceu Jair Bolsonaro a profissionalizar sua estrutura de assessoria de imprensa. Mas movimentações nesse sentido têm sido feitas, atendendo a diversas pressões dentro da equipe de transição. A resistência à mudança na comunicação é um dos conflitos mais complexos do grupo de Bolsonaro: os três filhos do presidente - Carlos, Eduardo e Flávio - que detém o poder de conduzir a estratégia de comunicação do pai já atacaram a ideia de nomear uma equipe profissional nos moldes clássicos da assessoria de imprensa insitutcional.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo explica a forte tensão político-familiar anunciada pela guerra interna de comunicação: "eleito com forte ação pelas redes sociais e sem uma estrutura de assessoria de imprensa, Jair Bolsonaro agora estuda profissionalizar a comunicação de seu governo, mas enfrenta resistência dos filhos que atuam na política".

O jornal destaca que "passadas três semanas desde a vitória nas urnas, Bolsonaro ainda não tem um responsável por divulgar sua agenda e fazer esclarecimentos sobre suas ações, por exemplo".

E revela uma disputa de espaço que pode se o eixo temático da primeira crise de governo: "de um lado, os filhos do presidente eleito resistem à profissionalização desse trabalho, hoje feito de maneira informal por assessores. De outro, políticos e militares avaliam que a ausência de um assessor de imprensa e de uma estratégia clara de comunicação traz prejuízos".

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A matéria do jornal Folha de S. Paulo relembra como foi criada a estrutura "paralela" de comunicação na campanha do ex-militar e o episódio que ensejou preocupação pelo nível de amadorismo: "durante a campanha, Bolsonaro não teve assessoria profissionalizada. Na primeira entrevista coletiva que concedeu como presidente eleito, na qual alguns veículos de comunicação foram barrados, ele disse não saber quem decidiu selecionar os jornalistas. O episódio é mencionado por alguns aliados como exemplo de crítica que poderia ter sido evitada se houvesse um profissional responsável pela organização".

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