Haddad: ataque sórdido de Bolsonaro fere a autonomia universitária

"A recente medida provisória sobre escolha de reitores é inconstitucional pela forma e pelo conteúdo. Esse novo ataque à autonomia universitária é só mais uma ação sórdida contra a democracia que deve ser combatida", afirma o ex-ministro da Educação Fernando Haddad

(Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer | ABr)
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247 - "Enquanto o governo Bolsonaro desmonta o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e todo marco regulatório correspondente, especialmente quanto à educação a distância, que balizava o crescimento com qualidade  do setor privado, ele promove investidas frequentes contra a universidade pública, que responde por 90% da pesquisa científica do país". "Independentemente de renda, cor ou credo, a inteligência do país está hoje representada na universidade pública. Um projeto de nação não pode prescindir de sua vitalidade. Atacar sua reputação, como faz Bolsonaro, é próprio de quem tem no horizonte um país submisso.  

"A recente medida provisória sobre escolha de reitores é inconstitucional pela forma e pelo conteúdo. Esse novo ataque à autonomia universitária é só mais uma ação sórdida contra a democracia que deve ser combatida", escreve Haddad na Folha de S.Paulo.

O ex-ministro da Educação ressalta também em seu artigo o contraste desses ataques de Bolsonaro à universidade pública com as políticas realizadas pelos governos progressistas: "Os governos progressistas do século 21 tomaram outro caminho. Aumentaram como nunca o investimento em educação básica e mantiveram o investimento público em educação superior como proporção de um PIB em forte expansão".

De acordo com Haddad, isso "permitiu dois movimentos simultâneos transformadores: mais do que dobrar o número de cidades que dispõe de um campus de universidade federal e reservar 50% das vagas de ingresso, triplicadas, para egressos da escola pública".

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