Haddad denuncia mais um ato de censura da Escola sem Partido

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, classificou como "aberração" a nova proposta do projeto de Escola sem Partido que permite que alunos gravem professores lecionando em sala de aula; um novo projeto foi apresentado já na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (4); o texto atual traz novidades: quer assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas contra possíveis doutrinações e ainda regular as atividades de grêmios estudantis

Haddad denuncia mais um ato de censura da Escola sem Partido
Haddad denuncia mais um ato de censura da Escola sem Partido

247 - O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, classificou como "aberração" a nova proposta do projeto de Escola sem Partido que permite novas práticas de censura contra os professores. Um novo projeto foi apresentado, já na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (4). O texto atual traz novidades: quer assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas contra possíveis doutrinações e ainda regular as atividades de grêmios estudantis, segundo informa o jornal Folha de S.Paulo. 

O texto do Projeto de Lei 246 foi protocolado na noite de segunda pela deputada Bia Kicis (PSL-DF). A ideia da parlamentar, no entanto, é que a discussão efetiva só ocorra após o trâmite das pautas econômicas do governo.

O novo projeto mantém as linhas gerais do que havia sido discutido no ano passado em uma comissão especial da Câmara e acabou arquivado. Alguns ajustes, entretanto, retiram e também acrescentam pontos polêmicos.

O projeto Escola sem Partido uma lei é autoritária, limita a pluralidade de ideias nas escolas e ainda constrange professores. Não há evidências que indiquem que doutrinação seja um problema amplo. Decisões judiciais de várias instâncias e uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) já consideraram inconstitucionais projetos similares a este.

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