Hartung quer 20 anos de prisão para PMs em greve

Em meio ao caos da segurança pública no Espírito Santo, que já produziu 121 mortes e prejuízos de R$ 300 milhões ao comércio, o governador Paulo Hartung, do PMDB, desistiu de negociar; nesta sexta, 700 policiais foram indiciados por revolta e poderão pegar até 20 anos de prisão; com medo, população capixaba está presa em suas casas; caos da segurança ameaça chegar ao Rio de Janeiro, onde esposas de policiais tentam impedi-los de trabalhar; enquanto isso, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, cabala votos para conseguir passar na sabatina para o STF    

Em meio ao caos da segurança pública no Espírito Santo, que já produziu 121 mortes e prejuízos de R$ 300 milhões ao comércio, o governador Paulo Hartung, do PMDB, desistiu de negociar; nesta sexta, 700 policiais foram indiciados por revolta e poderão pegar até 20 anos de prisão; com medo, população capixaba está presa em suas casas; caos da segurança ameaça chegar ao Rio de Janeiro, onde esposas de policiais tentam impedi-los de trabalhar; enquanto isso, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, cabala votos para conseguir passar na sabatina para o STF
 
 
Em meio ao caos da segurança pública no Espírito Santo, que já produziu 121 mortes e prejuízos de R$ 300 milhões ao comércio, o governador Paulo Hartung, do PMDB, desistiu de negociar; nesta sexta, 700 policiais foram indiciados por revolta e poderão pegar até 20 anos de prisão; com medo, população capixaba está presa em suas casas; caos da segurança ameaça chegar ao Rio de Janeiro, onde esposas de policiais tentam impedi-los de trabalhar; enquanto isso, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, cabala votos para conseguir passar na sabatina para o STF     (Foto: Aquiles Lins)

247 - O governo de Paulo Hartung (PMDB) decidiu endurecer com os PMs e com as mulheres líderes do motim, um dia depois do fracasso nas negociações com a categoria. 

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, ao todo 703 policiais militares já foram indiciados por crime de revolta, que é um motim realizado por PMs armados.

"Está iniciado o processo de responsabilização, tanto no aspecto militar quanto criminal", declarou Garcia. A pena prevista para os policiais envolvidos pode chegar a 20 anos de prisão. 

Garcia também afirmou que as mulheres líderes do movimento serão responsabilizadas. "Estamos identificando com imagens, e diversas já foram identificadas. As imagens serão encaminhadas para o Ministério Público Federal, que solicitou a identificação das responsáveis por esse movimento", disse. "Elas serão responsabilizadas pelos custos das Forças federais mobilizadas: as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança."

O secretário falou em reconstruir a PM. "É preciso que a gente reconstrua uma nova Polícia Militar. Vai ser pedra sobre pedra. Vamos reconstruir uma polícia que não volte suas costas para a sociedade", afirmou Garcia. "Torna a sociedade refém da criminalidade, tendo como pano de fundo interesses meramente corporativos."

121 mortos de R$ 300 milhões em prejuízo

Balanço divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) mostra que a onda de violência no estado deixou 121 mortos até o momento. Desde o início da crise, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-ES) não divulga números de homicídios. 

Segundo a Federação do Comércio do estado, até esta sexta-feira, o prejuízo com o comércio, que está fechado desde segunda-feira (6), chega a R$ 300 milhões. Mais de 300 lojas foram saqueadas no estado, sendo 200 só na Grande Vitória. O presidente da Federação, José Lino Sepulcri acredita que 20% das lojas abriram nesta sexta-feira na Grande Vitória.

Desde a saída dos PMs das ruas, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Vitória contabiliza mais de 170 veículos roubados. 

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