Hawilla volta ao Brasil 'de vez'

Um dos pivôs do esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas na Fifa a dirigentes de entidades esportivas, incluindo a CBF, o empresário J. Hawilla está de volta ao Brasil; ele delatou José Maria Marin, ex-dirigente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual dirigente da entidade, mas protegeu a Rede Globo em sua delação; desde maio de 2013 ele estava proibido de deixar os EUA; questionado sobre a proibição, respondeu: "Estava [proibido], mas acabou o processo"

Um dos pivôs do esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas na Fifa a dirigentes de entidades esportivas, incluindo a CBF, o empresário J. Hawilla está de volta ao Brasil; ele delatou José Maria Marin, ex-dirigente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual dirigente da entidade, mas protegeu a Rede Globo em sua delação; desde maio de 2013 ele estava proibido de deixar os EUA; questionado sobre a proibição, respondeu: "Estava [proibido], mas acabou o processo"
Um dos pivôs do esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas na Fifa a dirigentes de entidades esportivas, incluindo a CBF, o empresário J. Hawilla está de volta ao Brasil; ele delatou José Maria Marin, ex-dirigente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual dirigente da entidade, mas protegeu a Rede Globo em sua delação; desde maio de 2013 ele estava proibido de deixar os EUA; questionado sobre a proibição, respondeu: "Estava [proibido], mas acabou o processo" (Foto: Romulo Faro)

247 - Um dos pivôs do esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas na Fifa a dirigentes de entidades esportivas, incluindo a CBF, o empresário J. Hawilla está de volta ao Brasil. Ele passou os últimos anos nos Estados Unidos e fechou um acordo de delação com a Justiça local, e chegou a São Paulo no último domingo dizendo que seu retorno é em definitivo. "Voltei de vez", afirmou à revista Piauí na noite.

Hawilla delatou José Maria Marin, ex-dirigente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual dirigente da entidade, mas protegeu a Rede Globo em sua delação. Desde maio de 2013 ele estava proibido de deixar os EUA. Questionado sobre a proibição, respondeu: "Estava [proibido], mas acabou o processo".

O empresário se recusou a dar maiores detalhes. "Não posso dar entrevista. Estou proibido pelos advogados de falar. Não vai tentar arrancar coisa minha que você vai me comprometer."

Preso por algumas semanas nos Estados Unidos em 2013, Hawilla optou por delatar o megaesquema de corrupção no futebol das Américas e a gravar conversas com cartolas e empresários para deixar a cadeia. Ele gravou inclusive seus próprios sócios na Datisa, um pool formado pela brasileira Traffic e pelas argentinas Torneos y Competencias e Full Play com o intuito de abocanhar contratos com a Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol, e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, a Concacaf, em troca de propina.

O esquema funcionou, pelo menos, entre 1991 e 2015.

Entre as pessoas gravadas por Hawilla estão o ex-parceiro e ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e os sócios na Datisa Mariano Jinkis e Alejandro Burzaco. As delações do empresário brasileiro e do ex-secretário geral da Concacaf Chuck Blazer serviram de base para a maioria das acusações contra os cartolas das Américas do Sul, Central e do Norte.

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