Hoje defensores da CPMF, Bolsonaro e filhos já atacaram o imposto no passado

Embora Jair Bolsonaro e aliados queiram apagar da memória o uso político que fizeram outrora e recriar a chamada Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), as redes sociais não permitem que eles reescrevam esta história

Bolsonaro, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro contra a CPMF em 2015
Bolsonaro, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro contra a CPMF em 2015 (Foto: Arquivo)

Revista Fórum - Um jogo de cena para enganar eleitores em 2018, desgastar o governo Dilma Rousseff em 2015 ou obter ganhos políticos em 2012. Embora Jair Bolsonaro e aliados queiram apagar da memória o uso político que fizeram outrora e recriar a chamada Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), aquilo que está escrito nas redes sociais não permite com que eles reescrevam (mais) esta história. 

Em plena campanha eleitoral, em 2018, mentiu ao dizer que nunca cogitou a volta do imposto em tuíte do dia 21 de setembro. “Votei pela revogaçãoda CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei a sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia”, pregou Bolsonaro, que dois dias antes já havia pedido aos eleitores para ignorar “as notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. “Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória”.

Fiel escudeiro, o filho, Carlos Bolsonaro, também reagiu na defesa do pai, colocando na conta de Geraldo Alckmin (PSDB) – o “Merenda” – a responsabilidade pela criação da CPMF. “PSDB e a CPMF. Essa é a verdade que o Merenda não te conta!”, tuitou em 28 de setembro.

Em 2015, Bolsonaro fez campanha contra a proposta de recriar a contribuição para se posicionar e ajudar a desgastar o governo Dilma Rousseff (PT). Para isso, contou com a ajuda de outro político da prole, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

“CPMF tem que ser coisa do passado. Não vamos estrangular nossos produtores. Obrigado pela placa @DepSostenes (RJ)”, tuitou Eduardo em 16 de setembro de 2015, quando posou ao lado do pai e do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

Leia a íntegra na Revista Fórum

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247