Incêndios se agravam no Pantanal e MS decreta situação de emergência

O Mato Grosso do Sul teve cerca de um milhão de hectares destruído pelas queimadas em pouco mais de um mês. Durante 30 dias, foram registrados 1.579 focos de incêndios, sendo o maior índice já registrado desde 2008. A maior parte da área atingida abrange municípios do Pantanal, região que já enfrenta 45 dias de estiagem

(Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

247 - O governo do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência em publicação prevista no Diário Oficial para esta quinta-feira (12). O estado teve cerca de um milhão de hectares destruído pelas queimadas em pouco mais de um mês. Durante 30 dias, foram registrados 1.579 focos de incêndios, sendo o maior índice já registrado desde 2008. Segundo o coordenador do Prevfogo, Márcio Yule, o recordista em incêndios foi o ano de 2007, com 5.380 focos no pico da estiagem, em setembro.

A maior parte da área atingida abrange municípios do Pantanal, região que já enfrenta 45 dias de estiagem.

De todo o país, o município de Corumbá (MS) é o que concentra o maior número de focos de incêndio neste mês, num total 634, conforme dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais). Somente na quarta-feira (11), foram 254 pontos de calor registrados.

O desmatamento no País chamou atenção do mundo. Nos oito meses até agosto, o desmatamento da Amazônia aumentou 92%, para 6.404,8 quilômetros quadrados (2.472,91 milhas quadradas), uma área maior que o estado americano de Delaware, de acordo com dados preliminares do INPE. 

Por conta da destruição acelarada da Amazônia, por exemplo, a Alemanha havia anunciado a suspensão de quase R$ 155 milhões destinados a projetos de preservação ambiental no Brasil e a Noruega anunciou o bloqueio de cerca de R$ 133 milhões, destinados ao Fundo Amazônia. 

Com o desmatamento acelerado, aumenta a possibilidade de boicote aos produtos brasileiros.

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