Incentivo ao turismo LGBT é retirado do Plano Nacional de Turismo

É o que aponta um decreto do governo sobre o Plano Nacional de Turismo 2018-2022; no plano original, as estratégias previam "sensibilizar o setor para a inclusão das pessoas idosas e do público LGBT no turismo"; Jair Bolsonaro havia dito que o Brasil "não pode ser o País do turismo gay"

Incentivo ao turismo LGBT é retirado do Plano Nacional de Turismo
Incentivo ao turismo LGBT é retirado do Plano Nacional de Turismo (Foto: ABR)

247 - O governo publicou nesta quarta-feira (15), em edição do "Diário Oficial da União", o decreto que aprovou o Plano Nacional de Turismo 2018-2022. O novo texto retira o incentivo ao turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). No plano original, as estratégias previam "sensibilizar o setor para a inclusão das pessoas idosas e do público LGBT no turismo". Agora, elas se restringem ao público idoso.

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil "não pode ser o País do turismo gay", em abril deste ano, durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Os turistas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) representam 10% dos viajantes no mundo e movimentam 15% do faturamento do setor, segundo dados do plano original.

Segundo o G1, o Ministério do Turismo afirmou que o Plano Nacional de Turismo tem o objetivo de “estimular o desenvolvimento do turismo para que seja acessível a todos” e alcançar as metas estabelecidas.

Conforme a pasta, as metas são gerar 2 milhões de empregos; incluir 40 milhões de brasileiros no mercado doméstico de viagens; e promover aumento dos atuais 6,6 milhões para 12 milhões o número de turistas internacionais. "Vale ressaltar que o incentivo ao turismo responsável, também expresso no PNT, trata o setor de forma ampla", afirmou a pasta.

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