Induzidos por Bolsonaro, pacientes de coronavírus e parentes pressionam médicos a receitar cloroquina

Embora o remédio não tenha utilidade no combate à covid-19, e até aumente o risco de morte por complicações cardíacas, metade dos médicos relata estar sofrendo pressão

Bolsonaro mostrando uma caixa de cloroquina
Bolsonaro mostrando uma caixa de cloroquina (Foto: Reprodução)
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247 – Há um "efeito Bolsonaro" nos hospitais brasileiros, que pode estar elevando o número de mortes por coronavírus. Como Jair Bolsonaro se comporta como vendedor de cloroquina e garoto-propaganda do produto, que não tem utilidade no combate à doença, muitos pacientes e parentes pressionam médicos a prescrever o produto.

"Embora pesquisas não apontem benefícios no uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com covid-19, o debate político em torno dos medicamentos – capitaneado, muitas vezes, pelo presidente Jair Bolsonaro – coloca médicos na linha de frente do atendimento sob grande pressão. Segundo pesquisa da Associação Paulista de Medicina, 48,9% de quase 2 mil profissionais entrevistados em todo o País relataram pressões de pacientes ou parentes para prescrever remédios sem comprovação científica. Nas redes sociais, também há relatos de intimidação", aponta reportagem de Roberta Jansen, no jornal Estado de S. Paulo.

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