Inep decide manter Enem em janeiro, a despeito da pandemia

Especialistas criticam a decisão e Defensoria Pública pediu adiamento do exame

Página do Enem na internet
Página do Enem na internet (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
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Sputnik – O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela organização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), defendeu na Justiça Federal de São Paulo a manutenção das datas da prova impressa para os dias 17 e 24 de janeiro.

A polêmica envolvendo a realização do Enem ganhou um novo capítulo. Para o Inep, a "data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária", escreve o portal Poder 360.

Segundo o órgão, houve ainda "um esforço institucional redobrado na adoção e implementação efetiva de todas as medidas de segurança previstas na legislação quanto à prevenção e combate da COVID-19", como o uso de máscaras, distanciamento social, reorganização da quantidade de pessoas em sala, higienização e uso de álcool gel.

​Além disso, o instituto informou que estudantes que estiverem contaminados com coronavírus poderão realizar o exame em fevereiro. O posicionamento foi apresentado na sexta-feira (8) por meio da Advocacia Geral da União à Justiça Federal.

O Enem durante a pandemia

Ainda na sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União pediu à Justiça o adiamento da aplicação do exame sob o argumento de que não há forma segura para realizar o exame em meio ao aumento de casos da COVID-19. Entidades ligadas ao setor educacional, como a UNE, também enviaram uma carta ao ministro Milton Ribeiro (Educação) pedindo a mudança da data.

Na manifestação, a AGU disse que o exame já foi adiado por conta da pandemia. Os advogados da União entendem ainda que o adiamento da prova "fragiliza e coloca em risco políticas públicas dele decorrentes, como sistema de cotas e o financiamento estudantil".

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