'Inquérito de Moro expõe jogo de distribuição de cargos no alto escalão da Polícia Federal', acusa agente

A acusação foi do policial federal aposentado Marcos Scandiuzzi. "Segundo inquéritos divulgados, teve delegado oferecendo cargo para outro delegado pelas costas do chefe atual, teve nomeação de delegado amigo para o exterior, teve acusação de vazamento contra outro, cessão para outros órgãos, teve deputada interferindo indicando delegado"

(Foto: Adriano Machado - Reuters)
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247 - O policial federal aposentado Marcos Scandiuzzi publicou no Facebook um texto apotando a promiscuidade na corporação, alvo de interferência política de Jair Bolsonaro.

"Segundo inquéritos divulgados, teve delegado oferecendo cargo para outro delegado pelas costas do chefe atual, teve nomeação de delegado amigo para o exterior, teve acusação de vazamento contra outro, cessão para outros órgãos, teve deputada interferindo indicando delegado, teve ministro se cercando de delegados para todo lado", acusou Marcos Scandiuzzi, em seu Facebook.

Texto de policial

Como observa a coluna de Guilherme Amado, o escrivão erra num ponto, pois o "delegado no exterior" a que ele faz referência, Márcio Derenne, não foi pro exterior por causa de Flávio Bolsonaro. Derenne fez um concurso em 2017, no governo Temer, com participação de policiais de outros países que integram a Interpol. 

Em coletiva de imprensa no dia 24 de abril, o então ministro da Justiça Sérgio Moro pediu demissão após Bolsonaro exonerar Maurício Valeixo da Diretoria-Geral da PF. "O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF", acusou Moro. 

As informações evacuadas na imprensa e no meio político deram conta de que Bolsonaro queria proteger sua família de investigações da PF, principalmente, sobre as fake news, que podem atingir o vereador do Rio Carlos Bolsonaro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello autorizou a abertura de um inquérito com o objetivo de apurar as denúncias de Moro. 

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