Intercept: novos diálogos mostram que a aparência de imparcialidade de Moro era só o que importava

Em texto publicado no Intercept Brasil, o jornalista João Filho diz que "a preocupação dos procuradores não era com o fato de Moro atuar de forma parcial, mas com o fato de não parecê-lo". "Eles gostavam dos 'resultados' da atuação ilegal do juiz, mas desejavam que ele não desse tanta bandeira"

(Foto: MJSP)

247 - "A oitava parte da Vaza Jato, publicada pelo Intercept, revelou que muitos procuradores do Ministério Público Federal tinham absoluta consciência de que o ex-juiz Sergio Moro utilizava o trabalho da força-tarefa com objetivos nada republicanos", diz o jornalista João Filho, no Intercept Brasil.

"Pior que isso: eles se preocupavam com a maneira sistemática com que o ex-juiz descumpria as leis, mas toleravam por estarem se beneficiando. Uma frase da procuradora Monique Cheker virou a síntese da atuação do magistrado e da sua relação com o MPF: 'Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados'", acrescenta.

De acordo com o jornalista, "a preocupação dos procuradores não era com o fato de Moro atuar de forma parcial, mas com o fato de não parecê-lo". "Eles gostavam dos 'resultados' da atuação ilegal do juiz, mas desejavam que ele não desse tanta bandeira. Quando Moro decidiu integrar o governo Bolsonaro, caiu a máscara da imparcialidade. O fato constrangeu os procuradores. Mas é importante reforçar: para eles, o grave não foi usar máscara, mas tê-la deixado cair".

Leia a íntegra no Intercept

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