Intervenção federal no Rio preocupa estados vizinhos

Após Michel Temer anunciar uma intervenção federal na segurança pública do Rio, os estados vizinhos São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo fazem articulações para estabelecer uma estratégia com o objetivo de evitar uma possível migração de criminosos para essas unidades federativas; dirigentes da área de segurança pública devem ter uma reunião na próxima semana e traçar um plano estratégico para conter o tráfico

Rio de Janeiro - Militares das Forças Armadas voltaram hoje (1º) às vias expressas e rodovias do Rio de Janeiro para mais uma ação de combate à criminalidade. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Militares das Forças Armadas voltaram hoje (1º) às vias expressas e rodovias do Rio de Janeiro para mais uma ação de combate à criminalidade. (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 -  Após Michel Temer anunciar na sexta-feira (16) uma intervenção federal na segurança pública do Rio, os estados vizinhos São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo fazem articulações para estabelecer uma estratégia com o objetivo de evitar uma possível migração de criminosos para essas unidades federativas. Dirigentes da área de segurança pública devem ter uma reunião na próxima semana e traçar um plano estratégico para conter o tráfico.

O governo de Minas Gerais, comandado por Fernando Pimentel (PT), divulgou nota neste sábado (17) informando a existência de um planejamento de ações das forças de segurança para fazer um trabalho de inteligência em conjunto com outros estados. “O governo do estado está atento e já em planejamento de ações para evitar qualquer resquício negativo oriundo da situação da segurança pública do estado vizinho do Rio de Janeiro”, diz o texto, lembrando que a Secretaria de Segurança Pública, as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e o sistema prisional já vêm realizando um trabalho com outros estados. O plano estratégico a ser adotado não foi divulgado por questões de segurança.

Também por meio de nota, o governo de São Paulo, que tem a frente Geraldo Alckmin (PSDB), disse haver um "trabalho de inteligência policial" para atuar "no sentido de identificar uma eventual migração da atividade criminosa possibilitando imediata e rigorosa reação do Estado". Vale ressaltar que o tucano havia considerado necessária a intervenção no Rio. Os relatos foram publicados no Globo.

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, disse que pretende mobilizar forças policiais para a divisa. "Precisamos nos precaver contra a migração de criminosos, antecipar qualquer cenário para não sermos surpreendidos e garantir a segurança dos capixabas", afirmou em coletiva de imprensa.

De acordo com o titular da pasta, se for necessário, um plano de contingência será estabelecido, com o reforço de tropas efetivas da Polícia Militar, inclusive com reações pontuais e reforço do patrulhamento aéreo. 

Decreto de Temer

Com a medida, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo a proposta, o interventor federal ficará subordinado à presidência da República e poderá "requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção".

Também será possível, durante a intervenção, requisitar servidores e servidores da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para ações de segurança pública determinadas pelo interventor.

 

 

 

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