Bancada do PSL abandona comissão sobre pacote anticrime de Moro

Após ser criticada pelo aliado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada da bala, por não defenderem a proposta de projeto de lei anticrime do ministro da Justiça.Sergio Moro, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) informou que a bancada ia se retirar da Comissão Especial

247 - Desde o início do governo Jair Bolsonaro, o seu partido, o PSL, deu claras demonstrações de que não se sustenta em pé. As brigas internas pela disputa de espaço vai derretendo a articulação do governo. Nesta quinta (190, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) seu mais um passou nessa direção ao anunciar que a bancada da legenda de Jair Bolsonaro iria abandonar o grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime apresentando por Sergio Moro.

Antes disso, o relator da proposta e ferrenho defensor de Moro na Câmara, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada da bala, fez críticas públicas à base aliada que, de acordo com ele, "não se apresentam" para defender a proposta do ministro da Justiça.

"Cadê os deputados do governo? Não tem ninguém aqui. Quero que registre em ata as ausências", disse o parlamentar no início da sessão, ao criticar a inclusão da proposta aprovada pelo grupo que cria o juiz de garantias.

Poucos minutos depois, A Comissão Especial aprovou a inclusão no pacote anti-crime de Sérgio Moro da figura do juiz responsável pela legalidade das investigações, impedindo que o mesmo juiz faça a instrução dos processos e o julgue. Caso a legislação fosse válida, Moro seria impedido de julgar caso do ex-presidente Lula.

Derrotada, Zambelli chegou poucos minutos depois para participar da comissão e pediu a palavra. “O governo não vai ficar discutindo em um grupo que vai ficar discutindo, discutindo, discutindo num grupo que não representa o plenário. Estar aqui é só compactuar e validar algo que não concordamos”, afirmou a deputada.

As declarações de Zambelli foram classificadas como “ditatorial”, “intransigentes” e “infantis” por parte de membros da comissão.

“Ninguém pode ficar ofendido porque a sua ideia não foi majoritária. Perdi vários pontos aqui que queria endurecer o crime, mas isso é a democracia”, afirmou o presidente da sessão, deputado Lafayette de Andrada (REPUBLICANOS-MG), segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo.

“É triste ver componente desse grupo agir de forma autoritária. O parlamento não é espaço para capachos, que abaixam a cabeça para tudo que o governo faz. O relator por vezes ganhou, outras perdeu, mas está aqui defendendo o seu trabalho. A atitude da deputada é desrespeitosa. O que foi feito pela deputada não é democrático”, afirmou Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

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