Janio: Bolsogate esfria na mídia, mas ainda necessita de explicações

Em sua coluna publicada nesta domingo (16), Janio de Freitas destaca que apesar do assunto ter perdido a relevância para a mídia, as movimentações bancárias suspeitas do assessor Fabrícia de Queiroz estão longe de serem explicadas; o jornalista enfatiza que a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e seus procuradores tiveram tempo para apurar alguns fatos, mas "Sergio Moro se deu por satisfeito com a explicação vazia de Bolsonaro, e Moro tem bastado para a PF, para o MP e para outros"

Janio: Bolsogate esfria na mídia, mas ainda necessita de explicações
Janio: Bolsogate esfria na mídia, mas ainda necessita de explicações

247 - "O principal já está posto no escuro da gaveta", afirmou o jornalista Janio de Freitas, sobre o chamado Bolsogate, caso envolvendo o PM Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), e vultuosas movimentações financeiras, incluindo um depósito a futuro primeira-dama, Michele Bolsonaro, que levantaram suspeitas de um esquema de arrecadação de salários de funcionários da família Bolsonaro.

Em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo (16), Janio de Freitas afirma que apesar do escândalo ter esfriado na pauta da grande mídia, o interesse, perdendo a relevância, mas não a importância, já que se trata de suspeitas de um esquema envolvendo do presidente eleito que toma posse em 1º de janeiro.

"Ainda que seja verdadeiro o alegado empréstimo de R$ 40 mil a Queiroz, dos quais o cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro seria quitação parcial, essa afirmação de Bolsonaro fica longe do necessário. Não informa, por exemplo, quem concedeu o empréstimo, o que importa até por não cumprimento da exigência legal de declaração à Receita. Mas importa, sobretudo, para verificação da saída e da entrada do dinheiro, se reais entre quem emprestou e quem recebeu. É o começo do teste de comprovação que Bolsonaro não deu, nem sugeriu", escreveu Janio.

Moral de Moro e a inércia da PF

O jornalista enfatiza que já houve tempo o bastante para a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e seus procuradores para apurar e informar sobre questões pontuais, que explicariam parte das suspeitas que cercam o caso, como entrada e saída do R$ 1,2 milhão, sua origem e seu destino, e a necessidade do empréstimo de R$ 40 mil. "Mas Sergio Moro se deu por satisfeito com a explicação vazia de Bolsonaro, e Moro tem bastado para a PF, para o MP e para outros", disse o jornalista. "É a moralização em marcha", completou.

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