Janio de Freitas: o salto na encruzilhada

Para o jornalista Janio de Freitas, o resultado do julgamento que confirmou a condenação do ex-presidente Lula não alterou a percepção da população em torno do caso; "Quem considerava Lula inocente e quem entendia faltarem provas indispensáveis para sua condenação, continuam, uns, convictos da inocência e, outros, da insuficiência de comprovação. Quem o achava culpado não mudaria e não foi tentado a fazê-lo", diz; ele, porém, ressalta que "ilações preencheram faltas de demonstração em alguns buracos, mas trataram de revestir-se de fartas quantidades de extratos de depoimentos contrários a Lula", o que por si só não resulta em prova contra ele

Padre Para�so (MG), 25/10/2017 POLITICA CARAVANA POR MINAS GERAIS Ex-presidente Lula visita a cidade de Catuji, em Minas Gerais. Foto: Ricardo Stuckert
Padre Para�so (MG), 25/10/2017 POLITICA CARAVANA POR MINAS GERAIS Ex-presidente Lula visita a cidade de Catuji, em Minas Gerais. Foto: Ricardo Stuckert (Foto: Paulo Emílio)

247 - Para o jornalista Janio de Freitas, o resultado do julgamento que confirmou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância não alterou a percepção da população em torno do caso. "Quem considerava Lula inocente e quem entendia faltarem provas indispensáveis para sua condenação, continuam, uns, convictos da inocência e, outros, da insuficiência de comprovação. Quem o achava culpado não mudaria e não foi tentado a fazê-lo", diz.

Segundo ele, "as exposições condenatórias dos desembargadores Gebran Neto e Leandro Paulsen não foram frágeis, nem forçaram argumentos além do que tem sido usual. Ilações preencheram faltas de demonstração em alguns buracos, mas trataram de revestir-se de fartas quantidades de extratos de depoimentos contrários a Lula".

Nesta linha, Janio ressalta que "as cobranças da OAS, por exemplo, a pagamentos devidos por Lula para ficar com o apartamento, levaram o relator Gebran Neto a recorrer a um trecho de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira" e "o pagamento, segundo o relator, foi feito como desconto em de programada contribuição da OAS ao PT. Fórmula acertada pelo próprio Pinheiro com o tesoureiro do partido, João Vaccari. Este é um ponto crucial no caso", diz. .

"Mas, aí chegado, o relator Gebran saltou às pressas para outro assunto. O pagamento indireto ficou, no relatório orientador do julgamento, como fato ocorrido. Sem comprovação de sua ocorrência, no entanto. O que, aliás, veio complementar uma sugestiva providência da Lava Jato de Curitiba. Lá citado pelo ex-presidente da OAS como outra parte do acordo, Vaccari não foi inquirido pelos procuradores nem por Sergio Moro, sobre o desvio financeiro de OAS-PT para o débito de Lula com a empreiteira", comenta Janio.

"O presidente Leandro Paulsen chegou a dizer, em seu voto: "Tenho assim como comprovado o recebimento do benefício" (do apartamento por Lula). Na verdade, se é possível comprová-lo, os procuradores de Deltan Dallagnol, Sergio Moro e os desembargadores do TRF-4 jogaram fora a oportunidade", avalia.

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