Jean Wyllys: “Não precisamos de mais mártires. Tudo que eles querem é que eu volte pra morrer”

Ex-deputado, que encontra-se exilado e morando nos EUA após ameaças de morte por parte da extrema direita, reforça que “ainda não é seguro voltar para o Brasil”. Assista sua entrevista na TV 247

Jean Wyllys
Jean Wyllys (Foto: Reprodução)
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247 - O ex-deputado federal Jean Wyllys, em participação nesta semana no programa Boa Noite 247, revela que ainda “corre risco de vida e não é seguro voltar para o Brasil”, após ameaças de morte feitas por grupos da extrema direita. 

Wyllys, que é filiado ao PSOL do Rio de Janeiro, mesmo estado e sigla da vereadora Marielle Franco, assinada em março de 2018 por milicianos, teve que abrir mão, no mesmo ano, de sua carreira como parlamentar e começar uma nova vida nos EUA

“Eu saí do Brasil com um volume imenso de ameaças e sem nenhuma contrapartida do estado brasileiro em punir os responsáveis pelos crimes”, acrescenta. 

Ele relata que “no Rio de Janeiro as organizações criminosas tomaram o estado com uma mistura de milícia, polícia, traficantes e políticos” e que era “muito perigoso continuar ali”. “Não precisamos de mais mártires. Tudo que eles querem é que eu volte pra morrer”, ressalta, referindo-se ao assassinato de Marielle Franco.

O ex-parlamentar também salienta que é preciso relembrar sempre os personagens que promoveram o golpe de estado em 2016 e contribuíram na ascensão do fascismo, “assassinando reputações e disseminando ódio”. "Figuras como Kim Kataguiri [líder do MBL e deputado federal] e o jornalista [Ricardo] Noblat se aliaram ao que há de pior para golpear o país e hoje tentam se dissociar dessa banda podre que é o bolsonarismo”. 

Questionado a respeito do cenário político, Jean Wyllys defende a necessidade de a “esquerda superar o que aconteceu em 2016 e 2018” [golpe de Dilma Rousseff e eleição de Bolsonaro] e que será preciso "sentar em uma mesa de negociações em que o PT irá perder coisas, Ciro Gomes outras”. “Ciro talvez seja o elemento mais difícil nesta mesa de negociação, pois é movido por um ressentimento pessoal imenso com Lula e também possui sérias dificuldades de entender o século 21”, conclui. 

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