Jejum de Dallagnol por prisão de Lula fere código de ética do MP, dizem juristas

Após o procurador da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol afirmar que estará "em jejum, oração e torcendo pelo país" na quarta-feira (4), quando o STF julga o Habeas Corpus do ex-presidente Lula, Patrick Mariano, advogado e mestre em Direito, Estado e Constituição pela UnB, diz que esta posição "ofende a dignidade do exercício da função público, ofende o processo de um outro ministro, de um outro julgador"; para Salah Khaled, professor da UFRGS, "a intenção parece clara: jogar a opinião pública contra uma eventual decisão favorável"

Brasília - O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, se reúne com deputados da comissão especial que analisa o projeto contra a corrupção (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, se reúne com deputados da comissão especial que analisa o projeto contra a corrupção (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Leonado Fernandes, Brasil de Fato - Diante do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido de habeas corpus (HC) preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para a próxima quarta-feira (4), procuradores do Ministério Público (MP) e membros do Poder Judiciário têm exercido diversas formas de pressão para que a Suprema Corte decida contrariamente à preservação da liberdade do ex-presidente.

Nesta segunda-feira (2), um grupo de juízes e procuradores de justiça entregou um abaixo-assinado ao STF defendendo a rejeição do HC e o cumprimento da pena após decisão em segunda instância. Ainda em referência ao julgamento, o procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dellagnol, afirmou em uma rede social, no domingo de páscoa (1), que estará “em jejum, oração e torcendo pelo país”. 

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