Joesley teria gravado acerto de propina com ministro de Temer

Em nova gravação revelada pela Procuradoria-Geral da República, segundo noticia a Veja, Joesley Batista comprova ter pago R$ 6 milhões em propina ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, em troca da liberação de um empréstimo de R$ 2,7 bilhões da Caixa Econômica Federal; o áudio aponta que a propina foi paga em seis parcelas, a última delas entregue em mãos

Em nova gravação revelada pela Procuradoria-Geral da República, segundo noticia a Veja, Joesley Batista comprova ter pago R$ 6 milhões em propina ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, em troca da liberação de um empréstimo de R$ 2,7 bilhões da Caixa Econômica Federal; o áudio aponta que a propina foi paga em seis parcelas, a última delas entregue em mãos
Em nova gravação revelada pela Procuradoria-Geral da República, segundo noticia a Veja, Joesley Batista comprova ter pago R$ 6 milhões em propina ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, em troca da liberação de um empréstimo de R$ 2,7 bilhões da Caixa Econômica Federal; o áudio aponta que a propina foi paga em seis parcelas, a última delas entregue em mãos (Foto: Charles Nisz)

247 - Em sua delação, o empresário Joesley Batista revelou ter pago R$ 6 milhões de reais em propina ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira. O dono do grupo JBS apresentou ao Ministério Público um áudio no qual ele aparece negociando diretamente com o ministro o repasse do dinheiro. As informações são da revista Veja

No áudio, o ministro diz estar feliz no governo de Michel Temer. Joesley puxa o assunto da propina e provoca Pereira dizendo que "não lembra mais o número da conta bancária". O ministro responde: “Meia cinco zero”. Pereira ressalta que já haviam se reunido cinco vezes. Joesley faz as contas: “Uma… Cinco e quinhentos… Cinco vezes cinco… Cinco de quinhentos dá… Dois e quinhentos, tá”, diz Joesley, que continua somando: “Mais uma, dá mais quinhentos (…) “Três e seiscentos e cinquenta. Três seiscentos e cinquenta”. Joesley pede que o ministro inclua em suas anotações o valor do pagamento daquele dia: “Então, anota aí… Mais seiscentos e vinte”. O ministro concorda com os cálculos: “Seis, é isso aí… É isso aí”.

Joesley disse aos procuradores do MPF ter pago propina para conseguir um empréstimo de R$ 2,7 bilhões na Caixa Econômica Federal. O empresário foi procurado por Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente do banco, indicado do PRB, legenda do ministro. A CEF liberaria o empréstimo se a JBS repassasse R$ 6 milhões ao pastor da Igreja Universal. A última parcela da propina foi entregue em mãos.

A conversa segue. Pereira se mostra cauteloso e não menciona dinheiro. Fala em "pessoas". Mas Joesley deixa claro que estão falando de dinheiro e utiliza a palavra “saldo”: Quatro duzentos e setenta”, diz Joesley. “Menos seis, dá quanto? O saldo. Um setecentos e trinta. Divide por três aí. Dividido por três… Um setecentos e trinta dividido por três”, continua Joesley. O empresário comemora: “Mais umas três vezes nós mata essa p. (se referindo à propina)!”.

 

 

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