Jovem tem morte cerebral; vítimas chegam a 235

Com profundas queimaduras, que ocupavam cerca de 70% do corpo, Gustavo Marques Gonçalves, de 21 anos, não resistiu aos ferimentos; seu irmão também morreu no incêndio da boate Kiss; 83 pessoas continuam em estado grave

Jovem tem morte cerebral; vítimas chegam a 235
Jovem tem morte cerebral; vítimas chegam a 235 (Foto: WILSON DIAS-ABR)
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Diário de Santa Maria - Mais um jovem que estava na boate Kiss, em Santa Maria, não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Ele estava hospitalizado no Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre desde a tarde de domingo, devido à gravidade das lesões sofridas no incêndio na casa noturna.

Gustavo Marques Gonçalves, de 21 anos, teve a morte encefálica confirmada próximo das 18h desta terça-feira. Ele é irmão de Deives Marques Gonçalves, de 33 anos, também morto na tragédia. Com extensas e profundas queimaduras, que ocupavam cerca de 70% do corpo, ele não resistiu aos ferimentos. Com a confirmação desta morte, chega a 235 o número de óbitos em consequência da tragédia em Santa Maria.

Até o momento, segundo a SES, encontram-se internados na Região Metropolitana de Porto Alegre 58 pacientes transferidos de Santa Maria, sendo que três evoluíram bem durante esta terça-feira e já não precisam de respiração por ventilação mecânica.

Em Ijuí, há um paciente internado em UTI, mas sem necessidade de ventilação mecânica, e em Santa Maria, 62, sendo 28 em UTI (20 no Hospital de Caridade, 3 no Universitário e 5 São Francisco) e 34 em enfermarias ou em observação.

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

 

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