Jucá, novo líder do governo, já quer repatriação para parentes de políticos

A proposta de regularização de recursos não declarados no exterior pode ir ao plenário do Senado, na próxima semana, com um texto que permita a parentes de políticos participarem da segunda fase do programa; intenção é do relator do texto, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que acaba de assumir a liderança do governo na Casa

Brasília - O presidente interino Michel Temer entrega o projeto de lei que altera a meta fiscal ao o presidente do Senado, Renan Calheiros, acompanhado do ministro Romero Jucá, do Planejamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer entrega o projeto de lei que altera a meta fiscal ao o presidente do Senado, Renan Calheiros, acompanhado do ministro Romero Jucá, do Planejamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A proposta de regularização de recursos não declarados no exterior pode ir ao plenário do Senado, na próxima semana, com um texto que permita a parentes de políticos participarem da segunda fase do programa. A intenção é do relator do texto, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que acaba de assumir a liderança do governo na Casa. As informações são da Folha de S.Paulo.

"Segundo o peemedebista, a possibilidade será discutida com o Ministério da Fazenda e visa "evitar injustiças". "Se os parentes têm contas separadas dos políticos, não vejo por que não [incluí-los]. Acho que a Receita Federal e o Banco Central têm todas as condições de verificar a origem desses ativos", afirmou Jucá nesta quinta (17).

Estava previsto que a nova versão do projeto de repatriação, proposto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fosse votada ainda nesta semana, mas, devido ao feriado da Proclamação da República, não houve quorum na Casa nesta quarta (16).

Publicamente, Renan negava a possibilidade de incluir os parentes de políticos na proposta e assim apresentou o texto. O projeto do presidente do Senado é enxuto e não faz referência alguma a isso.

Nos bastidores, contudo, a participação de parentes de políticos nunca deixou de ser discutida. É inclusive uma forte demanda da Câmara dos Deputados para aprovar o projeto ainda este ano. Políticos, contudo, continuam impedidos de aderir ao programa."

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