Juiz que mandou prender Pinochet visita Lula na prisão

Preso político há quase um ano e meio, o ex-presidente Lula recebe nesta quinta-feira (26) a visita do espanhol Baltasar Garzón, juiz conhecido por ter decretado a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. O ex-magistrado havia dito que Jair Bolsonaro representa "risco para a democracia" e criticou Sérgio Moro

Baltasar Garzón e Lula
Baltasar Garzón e Lula (Foto: Ramiro Furquim/SUL 21 | Felipe L. Gonçalves/247)
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247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira (26) a visita do espanhol Baltasar Garzón, juiz conhecido por ter decretado a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro acompanha a visita. Na saída da Superintendência da Polícia Federal, ambos devem atender a imprensa.

O ex-presidente Lula foi condenado sem provas pelo ex-juiz Sérgio Moro para não disputar a eleição. O atual ministro havia recebido o convite de Jair Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral para assumir a pasta da Justiça. Lula, no entanto, nunca dormiu, nem tinha a chave do apartamento. 

De acordo com o ex-juiz espanhol, Bolsonaro representa um "risco muito alto" para a democracia. Em entrevista ao site Uol, ele afirmou ser "inadmissível" em um regime democrático os elogios o atual ocupante do Planalto a ditadores sul-americanos e, em especial Pinochet. 

Ao criticar Moro na mesma entrevista, Garzón afirmou que "utilizar a Justiça e os mecanismos judiciais para investigar determinados crimes que devem ser investigados, como é a corrupção, mas só em um sentido determinado para que ideologicamente seja conveniente politicamente enfocar esse direcionamento é muito perigoso e portanto absolutamente perverso para o Estado de direito".

"Se a isso se soma um posicionamento posterior com ações que determinaram consequências políticas gravíssimas como foi o encarceramento do ex-presidente Lula, impedindo-o de concorrer às eleições por uma condenação das mais questionáveis como estamos sabendo agora, supõe uma grave suspeita de parcialidade por parte de quem deveria ter mantido a máxima imparcialidade e independência, o que parece que não foi assim".

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