Juliano Medeiros: Boulos é “um projeto para o futuro”

Em entrevista à TV 247, o presidente do PSOL destaca o potencial do jovem candidato do partido à presidência, Guilherme Boulos, vindo da luta de moradia, e afirma que sua candidatura "é para valer, e não "apenas para fazer agitação política"; no entanto, reconhece que se trata de "um projeto para o futuro"; segundo ele, Boulos tocará em temas considerados tabu pela esquerda brasileira, como o aborto; Juliano Medeiros comenta ainda a falta de conclusão do assassinato de Marielle Franco; assista

Juliano Medeiros: Boulos é “um projeto para o futuro”
Juliano Medeiros: Boulos é “um projeto para o futuro” (Foto: Nunah Alle/Divulgação PSOL 50)

TV 247 - O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, define a candidatura de Guilherme Boulos à presidência pelo partido como "para valer", e "não para fazer agitação política". No entanto, considera que se trata de "um projeto para o futuro". Boulos "faz parte de um processo geracional", afirma, em entrevista à TV 247. A chapa de Boulos e Sônia Guajajara foi a primeira a ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

Questionado sobre uma chapa de caráter renovado como a de Manuela D'Ávila (PCdoB) na vice e eventualmente Fernando Haddad, em caso de impugnação da candidatura do ex-presidente Lula, retirar votos do líder do MTST, tendo em vista que o PSOL possui inserção na juventude de esquerda, Juliano Medeiros, também um jovem de 34 anos, afirma que a chapa do PT e do PCdoB "traz um espectro de renovação política, mas que não somente aspectos simbólicos determinam a escolha do voto". 

"Existem fatores como histórico do candidato, propostas e compromissos firmados determinantes na hora do voto", ressalta. Ao analisar a chapa à presidência do PSOL, o presidente do PSOL avalia que "a junção de um membro do movimento de moradia e de uma ativista indígena demonstra que o povo também pode ser protagonista da política".

Ele diz ter noção de que a caminhada não será fácil. "Mas vamos defender propostas que nenhum outro candidato defende, quem de fato coloca o dedo na ferida é o Guilherme Boulos", ressalta. Para ele, o Brasil passa por um momento de fim de ciclo político, e o PSOL pretende ter um maior protagonismo político no horizonte. "Queremos ser um polo na reorganização da esquerda brasileira", projeta.

Na entrevista concedida horas antes do primeiro debate presidencial na TV brasileira nessas eleições, em que Boulos participou na Band, o presidente do PSOL criticou a ausência do ex-presidente Lula e disse que o candidato do partido tocaria em temas que sempre foram considerados tabu pela esquerda, como o aborto. Ao final da conversa, ele comentou ainda sobre a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), há quase quatro meses sem uma conclusão. 

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