Justiça nega desbloqueio de bens a Cavendish

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou nesta quarta-feira o desbloqueio de bens do dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, apresentado por sua defesa; investigado pela Operação Saqueador, desdobramento da Lava Jato, o empresário e mais seis executivos do grupo Delta tiveram imóveis e bens móveis bloqueados para reparar a União; o Ministério Público acusa os envolvidos de lavagem de dinheiro no total de R$ 370,4 milhões por meio de contratos fraudulentos com empresas fantasmas

SÃO PAULO, SP, 18.04.2012: FERNANDO CAVENDISH/DELTA - Empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, durante entrevista para a Folha no escritório de seu advogado, no Terraço Itália, centro de SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 18.04.2012: FERNANDO CAVENDISH/DELTA - Empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, durante entrevista para a Folha no escritório de seu advogado, no Terraço Itália, centro de SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress) (Foto: Romulo Faro)

Cristina Índio do Brasil - repórter da Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou hoje (27) o desbloqueio de bens do dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, apresentado por sua defesa. Investigado pela Operação Saqueador, desdobramento da Lava Jato, o empresário e mais seis executivos do grupo Delta tiveram imóveis e bens móveis bloqueados para reparar a União.

O Ministério Público Federal (MPF) acusa os envolvidos de lavagem de dinheiro no total de R$ 370,4 milhões por meio de contratos fraudulentos com empresas fantasmas. A decisão do TRF2 seguiu a posição do MPF.

Em outra decisão, também nesta quarta-feira, o tribunal negou o pedido de desbloqueio feito pela empresa Miriam Minas Rio Automóveis e Máquinas SA, de propriedade de José Carlos Lavouras, que é dirigente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Preso em Portugal, Lavouras é réu na Operação Ponto Final, que investigou esquema de corrupção no transporte público do Rio de Janeiro.

As duas decisões foram por unanimidade, com 3 votos a 0.

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