Kennedy: ao evitar transferência de Lula, STF freia novo abuso da Lava Jato

O jornalista Kennedy Alencar destaca que “por tudo o que saiu na Vaza Jato até agora, Lula tem razão ao se dizer um preso político” e que ao suspender a transferência do ex-presidente da sede da Polícia Federal em Curitiba para o presídio Tremembé em São Paulo, "o Supremo Tribunal Federal colocou um freio em mais um abuso da Lava Jato - este um dos mais graves”

(Foto: 247 | Reuters)

247 - O jornalista Kennedy Alencar destaca que “por tudo o que saiu na Vaza Jato até agora, Lula tem razão ao se dizer um preso político” e que “ao suspender por 10 a 1 a transferência do ex-presidente Lula da sede da Polícia Federal em Curitiba para o presídio Tremembé em São Paulo, o Supremo Tribunal Federal colocou um freio em mais um abuso da Lava Jato - este um dos mais graves”. 

“As reportagens com mensagens trocadas no Telegram entre Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol mostraram que houve conluio entre acusação e juiz, o que é ilegal e mostra parcialidade contra Lula no processo do apartamento no Guarujá”, ressalta o jornalista.

“Lula tem direito a uma sala de Estado Maior. Não poderia ser jogado num presídio comum numa decisão que, aparentemente, surgiu do nada.

A PF havia pedido a remoção, mas a defesa solicitara que fossem aguardadas as decisões do STF e do STJ”, observa Kennedy Alencar. 

Para ele, “é importante que o Supremo dê um freio de arrumação no Judiciário. Nossa magistratura, em todas as instâncias, deve agir com maior autocontenção. A Lava Jato tem os seus méritos, mas abusos não podem ser admitidos numa democracia na qual a lei vale para todos, inclusive para aplicadores do direito”, afirma.

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