Kiko Nogueira: Bolsonaro exalta as milícias que querem matar Freixo

O jornalista Kiko Nogueira comenta a ação que interceptou planos de milicianos que iriam tentar executar Freixo no próximo sábado (15); "Em março, foi Marielle Franco; no sábado, seria Freixo", diz Kiko, que faz um alerta para a força das milicias no Rio de Janeiro: "são contratadas por comerciantes e caciques para limpar a área da bandidagem; atualmente podem faturar 20 milhões de reais"; "Essa máfia hoje tem um padrinho e ele estará sentado no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro de 2019", alerta Kiko

Kiko Nogueira: Bolsonaro exalta as milícias que querem matar Freixo
Kiko Nogueira: Bolsonaro exalta as milícias que querem matar Freixo (Foto: ABr | Reprodução)

247 - Em artigo, o jornalista Kiko Nogueira comenta a ação da Polícia Civil que interceptou planos de milicianos que iriam tentar executar Marcelo Freixo no próximo sábado (15) num evento com professores da rede particular de ensino em Campo Grande, (RJ). 

"O PM e os dois comerciantes citados no relatório são ligados a milicianos investigados pelo assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Freixo, acertadamente, lembrou que a ameaça não é a ele, “mas à democracia”, diz Kiko. 

O jornalista aponta que "parte do estado é governada por esses criminosos num modelo de negócio altamente lucrativo. Parêntese: o bairro da Taquara, onde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro mora, é dominado por milícias. Bolsonaro é um herói desses bandos". 

Kiko aponta que o presidente eleito defendeu a presença de milicias nas comunidades do Rio de Janeiro. "Detectou-se cobrança de propina, serviços clandestinos, venda de apoio político, encomenda de homicídios etc" e relembra a fala de Bolsonaro na Alerj: "Existe miliciano que não tem nada a ver com gatonet, com venda de gás. Como ele ganha R$ 850 por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade”. 

"As milícias surgiram há cerca de 20 anos a reboque do abandono da população pelos governos. São herdeiras dos esquadrões da morte da ditadura, contratadas por comerciantes e 'caciques' para 'limpar' a área da 'bandidagem' (lato sensu). Cresceram e atualmente podem faturar 20 milhões de reais por mês na zona oeste do Rio, seu principal reduto", expõe o jornalista. 

"Em 2016, candidatos a prefeito e a vereador foram assassinados, incluindo o presidente da Portela, Marcos Falcon. Em março, foi Marielle Franco. No sábado, seria Freixo". 

Ele conclui seu artigo alertando: "Essa máfia hoje tem um padrinho e ele estará sentado no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro de 2019". 

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