Latifundiário do governo Bolsonaro faz ataque grotesco aos povos indígenas

Ligado ao setor do agronegócio e presidente licenciado da UDR, o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou que o governo Jair Bolsonaro deverá enfrentar uma "maldição de viés político e ideológico" para evitar um possível fracasso; para Nabhan, o "maior latifundiário do país é o índio" e é preciso promover "uma revisão ampla, total e irrestrita" no que diz respeito à reforma agrária; ele também afirmou que irá combater os movimentos sociais, como o MST, e que o Incra "não podes manter diálogo com foras da lei nem

Latifundiário do governo Bolsonaro faz ataque grotesco aos povos indígenas
Latifundiário do governo Bolsonaro faz ataque grotesco aos povos indígenas

247 - Ligado ao setor do agronegócio e presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou que o governo Jair Bolsonaro deverá enfrentar uma "maldição de viés político e ideológico" para evitar um possível fracasso. Para Nabhan, cuja secretaria é responsável pela reforma agrária entre outros assuntos, o "maior latifundiário do país é o índio".

Segundo ele, apesar do governo ter cedido às pressões aberto espaço em cargos de segundo escalão para atender indicações da base aliada, isso não deverá resultar em nomeações com "viés ideológico". Nabhan também defendeu as mudanças nas regras da Previdência e que afetam diretamente o trabalhador rural, como previsto no projeto sobre o assunto apresentado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional.

"A proposta é muito boa e o País precisa ter uma política previdenciária que traga equilíbrio. Não dá para brincar com o cofre público. Há uma espécie de maldição de viés político e ideológico, que existe no Brasil há séculos, de interferir em um processo de administração do País. Isso é muito ruim e prejudicial", disse ao jornal O Estado de S. Paulo.

Para ele, é necessário rever a situação das demarcações das terras indígenas, uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro e apoiada por setores do agronegócio que possuem interesses na exploração destas áreas, como a reserva de Raposa Serra do Sol.

"O que puder ser revertido na forma da lei, talvez a gente possa reverter. Não podemos permitir que um Estado fique quase 90% à mercê de políticas ideológicas. Há interferência ideológica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Decisão judicial se respeita, mas, no meu entendimento, houve equívoco do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol. Quer ver outro exemplo? Lá na Amazônia Legal, no noroeste de Mato Grosso, houve um laudo antropológico dizendo que existe a possibilidade de ter ali de seis a dez índios isolados. Aí vem o governo com toda aquela parafernália e decreta a desapropriação de 500 mil hectares. O que é isso? Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio. Não podemos transformar o índio em megalatifundiário", afirmou.

Nabhan disse, ainda, que irá promover "uma revisão ampla, total e irrestrita" no que diz respeito à reforma agrária. "Há assentamentos que são favelas rurais. Se há propriedade rural improdutiva, que não cumpre função social, será desapropriada. Agora, o governo não encontra essas terras. É certo que existem entidades que querem fazer a reforma agrária dentro da lei. Não dá para ter mais a farra de algumas ONGs que estão ali com interesses escusos", ressaltou.

Para ele, nesta linha também é preciso enfrentar movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Durante décadas, nós assistimos ao Incra ser comandado por invasores de propriedade, pelo MST e um emaranhado de siglas. A legislação determina que qualquer entidade de defesa de classe precisa ter personalidade jurídica e um estatuto, além de ata registrada em cartório. Aí, sim, se torna legal. Uma sigla vai lá, destrói, ateia fogo, faz vandalismo, terrorismo e fica por isso mesmo? Isso não é movimento social. Invasão é crime. Não podemos manter diálogo com foras da lei nem nos submeter a pressões", disse.

 

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