Líder da greve dos caminhoneiros que parou o Brasil diz que Bolsonaro faz “o pior governo que o Brasil já teve”

O caminhoneiro Wanderlei Alves, que abandonou o ofício, diz que a greve chamada por parte da categoria para 1º de fevereiro não deve acontecer, já que boa parte dos caminhoneiros segue, na sua visão, "muito apaixonada ainda" por Bolsonaro

Bolsonaro e greve dos caminhoneiros em maio de 2018

247- O caminhoneiro Wanderlei Alves, mais conhecido como Dedeco, sofreu com o ano de 2020. Após pegar uma forte pneumonia que afetou seus dois pulmões em abril do ano passado e ficar em isolamento dentro do seu caminhão, parado em um posto de gasolina à beira de uma rodovia, ele também foi impactado com a queda de demanda e do preço do frete em meio à pandemia, ele atrasou o pagamento das parcelas e teve tomados de volta pelo vendedor seus três caminhões. A reportagem é do portal UOL. 

Sem o ganha-pão depois de 27 anos passados na boleia e desgostoso com o aparelhamento da categoria pelo governo federal após a greve de 2018, o caminhoneiro, que foi uma das lideranças da mobilização que abalou a economia do país, decidiu mudar de ramo.

"Dos caminhões, só me sobraram os pneus. Foi o que eu vendi para abrir minha hamburgueria", conta Dedeco, que agora é dono de uma lanchonete em Curitiba, no Paraná.

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O ex-motorista, hoje com 46 anos, acredita que a greve chamada por parte da categoria para 1º de fevereiro não deve acontecer, já que boa parte dos caminhoneiros segue, na sua visão, "muito apaixonada ainda" pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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