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Lula avaliará incluir reforma do Judiciário no programa de governo

Debate promovido pelo PT em Brasília pode embasar proposta sobre mudanças no Judiciário e fortalecimento do CNJ

Lula avaliará incluir reforma do Judiciário no programa de governo (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá incluir propostas de reforma do Poder Judiciário em seu programa de governo para as eleições de 2026. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e ocorre em meio a um debate promovido pelo Partido dos Trabalhadores nesta terça-feira (9), em Brasília, para discutir possíveis mudanças na estrutura e nos mecanismos de controle do sistema judicial brasileiro.

Integrantes da pré-campanha petista avaliam que as conclusões do seminário poderão servir de base para a elaboração de propostas que venham a integrar o documento de governo da futura candidatura de Lula. O programa está em fase de construção e deverá reunir as principais diretrizes e compromissos da coligação para o próximo pleito presidencial.

Segundo informações apuradas pela emissora, o grupo responsável pela elaboração do texto pretende concluir uma primeira versão até 15 de julho. Após essa etapa, o material será submetido à análise de Lula e dos partidos que compõem sua aliança política.

Durante o seminário, o presidente nacional do PT e futuro coordenador-geral da campanha de Lula, Edinho Silva, afirmou que a discussão ainda está em estágio inicial e que qualquer decisão sobre a inclusão do tema dependerá do aval do presidente.

“Queremos que o PT comece a pensar uma proposta. Se houver consenso com os demais partidos e o presidente Lula achar conveniente debater, será importante. Mas o mais relevante é o partido iniciar esse debate. E a partir do seminário faremos um resumo e começaremos a discutir nas instâncias do PT uma proposta”, declarou.

O dirigente destacou que o objetivo imediato é aprofundar a reflexão interna sobre possíveis mudanças no Judiciário, antes de transformar as ideias debatidas em uma proposta formal para a campanha.

Entre os pontos discutidos está o fortalecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo controle e fiscalização administrativa do Poder Judiciário. Para Edinho Silva, uma eventual reforma poderia ampliar a participação social nos mecanismos de supervisão da Justiça.

“Podemos ampliar a representatividade do CNJ, criar um maior controle pela sociedade civil do Judiciário”, afirmou.

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