Lula diz que Bolsonaro fingiu infecção pelo coronavírus para promover a cloroquina

Numa entrevista online a correspondentes estrangeiros sediados em São Paulo suspeitar que Bolsonaro “inventou” ter coronavírus para fazer propaganda da cloroquina

Lula e Jair Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina
Lula e Jair Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina (Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução)
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247 - O ex-presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (30), em entrevista online com correspondentes estrangeiros em São Paulo, suspeitar que Jair Bolsonaro “inventou” ter coronavírus para fazer propaganda da cloroquina. “Acho que Bolsonaro inventou que estava contaminado para poder fazer propaganda do remédio”, disse Lula. 

“Não sei se ele é sócio, mas se comporta como se fosse dono da fábrica que faz o remédio”, acrescentou.

Lula, de 74 anos, considera a gestão de Bolsonaro durante a pandemia como sendo “irresponsável”. “Por isso estamos vivendo hoje uma situação gravíssima e não vejo uma saída a curto prazo”, afirmou,segundo reportagem da AFP.

Bolsonaro, de 65 anos, anunciou em 7 de julho ter sido diagnosticado com a COVID-19, e desde então cumpria sua agenda a partir da residência oficial em Brasília, até que no dia 25 afirmou ter testado negativo para a doença.

Durante esse período, ele fez várias aparições públicas nas quais mostrou uma caixa de hidroxicloroquina. Nesta quinta-feira, a Presidência anunciou que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também testou positivo para o novo coronavírus.

Lula, confinado desde março em seu apartamento em São Bernardo do Campo, também questionou na entrevista o relacionamento de Bolsonaro com o mandatário americano Donald Trump.

“Bolsonaro se comporta, o Ministro das Relações Exteriores [Eduardo Araújo] se comporta como um lambe-botas (…)”, afirmou o líder do Partido dos Trabalhadores (PT).

A possibilidade de Trump ser derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições de novembro poderia dar outra perspectiva a alguns aspectos do relacionamento entre as duas maiores economias das Américas, segundo Lula.

“Um novo governo pode mudar o comportamento com o Brasil, para exigir que se respeite a democracia, os Direitos Humanos, [e que se adote] uma política para evitar o desmatamento na Amazônia”, afirmou.

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