Lula e o tempo político: “quatro anos para quem perde, é uma eternidade; para quem ganha, acaba logo”

Em entrevista à revista Carta Capital, o ex-presidente ainda explicou uma sutileza da percepção do tempo político sentida na pele. Ele disse que “quatro anos para quem perde parece uma eternidade, mas para quem ganha acaba logo”. Para Lula, se devidamente ‘processada’ pela oposição, essa percepção do tempo político tende a favorecer o ‘próximo da fila’.

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert (Foto: Felipe L. Gonçalves/247)

247 - Em entrevista à revista Carta Capital, o ex-presidente ainda explicou uma sutileza da percepção do tempo político sentida na pele. Ele disse que “quatro anos para quem perde parece uma eternidade, mas para quem ganha acaba logo”. Para Lula, se devidamente ‘processada’ pela oposição, essa percepção do tempo político tende a favorecer o ‘próximo da fila’.

O ex-presidente ainda revisitou os bastidores do golpe contra Dilma e comparou a situação da ex-presidenta com a de Fernando Henrique Cardoso, em 1999. Ele disse: “foi construído um clima pra que a Dilma não pudesse governar no segundo mandato. FHC estava na mesma situação em 99. O que resolveu a vida do FHC foi o Temer que se elegeu presidente da Câmara e facilitou a aprovação de todas as reformas que FHC tentou fazer.”

Lula ainda destacou sua característica pacífica no cenário do debate político: “você nunca me viu com agressividade”. E explicou porque quando fala sobre Sergio Moro e Delrran Dallagnol, fica mais exaltado “por que eu sou agressivo com Moro e Dallagnol? Porque eles inventaram uma mentira (...) eu sou o ser humano que foi vítima da maior canalhice da história deste país”

Lula lembrou a Vaza Jato e reiterou: “tudo o que o intercept está dizendo nós já dizíamos há muito tempo. 

Ele completou: “a gente pensa que o Bolsonaro é bobo, mas ele não é bobo nada. Ele acredita naquilo que ele fala.”

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