Lula: Temer gastou R$ 14 bi para ficar no poder e quer economizar no 'feijão do trabalhador'

Ex-presidente Lula criticou duramente a compra de parlamentares feita por Michel Temer que resultou na sua anistia ao crime de corrupção passiva; "O gasto que eles querem cortar não é o gasto com eles, é o gasto com o povo. Porque o seu Temer, que estava fazendo economia, gastou com 267 deputados R$ 14,2 bilhões para ficar no poder", disse; "Que economia é essa? Em cima do feijão, dos direitos dos trabalhadores?", perguntou; ele também demonstrou animação para disputar a Presidência em 2018; "Se eu estou animado desse jeito, porque vocês vão desanimar? Nós aprendemos que esse país pode ser diferente, e já sabemos que nós podemos fazer diferente", disse Lula

Ex-pres Lula durante reunião com lideranças da região sul de São Paulo. Foto Ricardo Stuckert
Ex-pres Lula durante reunião com lideranças da região sul de São Paulo. Foto Ricardo Stuckert (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a compra de parlamentares feita por Michel Temer que resultou no arquivamento pela Câmara da denúncia de corrupção passiva feita pela Procuradoria Geral da República. "O gasto que eles querem cortar não é o gasto com eles, é o gasto com o povo. Porque o seu Temer, que estava fazendo economia, gastou com 267 deputados R$ 14,2 bilhões para ficar no poder", disse Lula durante um evento com militantes do PT, em São Paulo.

Lula também condenou a dubiedade do discurso oficial do governo Temer que prega "austeridade" cortando empregos e subtraindo direitos históricos da população em nome do ajuste fiscal e do crescimento econômico. "Eles agora querem fazer economia, mas nunca cortando as coisas deles. O Temer acabou de gastar R$ 14 bilhões para se garantir no poder, que economia é essa? Em cima do feijão, dos direitos dos trabalhadores?", perguntou.

Lula também ressaltou que a sentença de 9,5 anos de prisão, imposta pelo juiz Sérgio Moro contra ele no âmbito da Lava Lato, não o fará "abaixar a cabeça". "Minha mãe morreu analfabeta com 70 anos, mas nunca reclamava: ela sempre achava que no outro dia ia melhorar. Se eles acham que contando mentira a meu respeito vão me fazer abaixar a cabeça, eles não sabem o que é um nordestino que sobreviveu à fome com sete anos de idade", afirmou.

Ele também exortou a militância a se engajar e ter otimismo para o futuro. "Se eu estou animado desse jeito, porque vocês vão desanimar? Nós aprendemos que esse país pode ser diferente, e já sabemos que nós podemos fazer diferente", disse. "Foi a geração de emprego e o aumento de salário fez o pobre começar a gastar. Se eles não sabem como resolver o problema desse país, que deixem quem sabe resolver", completou.

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